sábado, 29 de agosto de 2015

Homossexuais ainda são proibidos de doar sangue.

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Sim, é um absurdo. As campanhas para doação de sangue são sempre muito intensas, porém, se alguém, que não tem nenhum tipo de doença no sangue, for doar sangue - para ajudar o próximo - e no momento da entrevista dizer que é homossexual, o sangue doado (enfatizando: sangue comprovadamente saudável!) é automaticamente incinerado! Simplesmente por causa da pessoa ser homossexual.


Parece um pesadelo. Mas isso é real. Acontece em qualquer lugar do Brasil.

"Me recordo uma vez, tocado por um comercial de TV, fui doar sangue para ajudar o próximo. Na época, há uns 10 anos, na entrevista, ao dizer que eu era homossexual, que tinha uma relação estável e que não tinha doenças, a mulher na triagem disse que eu não poderia, só por ser homossexual. Revoltado, pesquisei na Internet e vi que eu era um dos muitos que sofria do mesmo problema. Grupos de militância LGBT e diversos especialistas estavam tentando derrubar a resolução da ANVISA. Mas a situação em si, é muito desumana. Todos os doadores passam por rigorosos testes, um heterossexual pode ter doenças, assim como um homossexual. Mas, se você dizer na entrevista que é gay, nem seu sangue tiram. E se tiram, mesmo que constatem que é um sangue saudável e que pode salvar uma vida, o sangue é incinerado. Se isso não é preconceito, eu não sei o que é preconceito.", relata o escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana.



Para mostrar essa realidade, o projeto Igualdade na Veia (já falamos sobre o projeto aqui no site), gravou um vídeo real onde experiências como a do escritor acima são muito comuns. O vídeo esta bombando nas redes sociais:



Caso você seja mais uma pessoa revoltada com essa desumanidade, com esse preconceito e com essa ignorância, que acaba jogando fora sangue saudável, só por causa das pessoas dizerem que são homossexuais, assine a petição on-line.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Psicologia e a Homossexualidade. Mal estar da formação.

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Quando criei alguns projetos na Internet para levar informações sérias e respeitosas sobre a homossexualidade, comecei a receber um número significativo de e-mails de pessoas, pais, professores, psicólogos, amigos, entre outros profissionais, a respeito das questões que envolvem o tal "homossexualismo" (termo, inclusive, em desuso nos dias atuais por ter conotação de doença).


Como eu nunca consegui responder a tantos e-mails, resolvi pesquisar sobre a homossexualidade e escrever um livro sobre ela. Para meu espanto, em 2006, eu descobri que o "problema" da homossexualidade é algo muito maior do que imaginamos. Não é apenas um problema da homossexualidade, mas sim da sexualidade humana em geral. Sim. Temos um sério problema de educação sexual não só no Brasil mas em diversos países do mundo. Não sabemos nada sobre sexo. A família, em muitos casos, joga a responsabilidade para a escola e a escola, com menos condições, joga a responsabilidade para a família. E daí? A família, sem saber nada sobre ela, acaba passando tudo o que ela sabe aos demais: exatamente nada.


Então, se temos um problema de educação sexual e muitos assuntos sobre a sexualidade humana são obscuros, imagina então sobre a homossexualidade? Que sempre foi condenada pela religião e também, em determinado momento, pela ciência (justamente quando a ciência e religião caminhavam juntas). Alias, para terem ideia, até a masturbação, segundo a ciência, algumas décadas atrás era a causa da epilepsia, poderia ter perda de sangue e em alguns casos até levar a morte. Isso para termos ideia do quanto já fomos errados em diversos conceitos, inclusive cientificamente (e sim, isso esta em livros médicos respeitados de poucos séculos atrás).


Logo, neste cenário humano, se você for estudar a homossexualidade, verá que o preconceito é muito maior do que imaginamos. Felizmente, consegui colocar tudo isso em um livro de fácil acesso e leitura, chamado O ARMÁRIO e que já vendeu mais de 4 mil exemplares. O livro, dividido em duas partes, fala sobre a minha descoberta, focada apenas na minha "saída do armário" (afinal, minha vida não é diferente da de muitos) e a segunda, mais científica, faz um breve panorama histórico sobre a religião, ciência, família, psicologia e os processos psíquicos que são envolvidos nestas questões do preconceito, incluindo a homofobia internalizada (tão comum em homossexuais, até mesmo nos "assumidos") e a questão muito pertinente do machismo.


E não para por ai. Como me formei em psicologia, e esse sempre foi o meu mal estar da formação, faço uma crítica feroz aos estudantes e formados de psicologia quando o tema é a homossexualidade. Infelizmente, nas faculdades de psico, não é dado a disciplina de sexualidade humana. Logo, o preconceito, a ignorância e a desinformação também paira por lá (eu mesmo não tive e sei que muitos não tiveram, não tem e nem terão!). O que é ruim, afinal, muitos homossexuais acabam parando em consultórios psicológicos com dúvidas relacionadas as suas questões sobre a orientação sexual e nem todos os profissionais estão preparados para melhor atendê-lo. Como também cito no O ARMÁRIO o profissional, com toda a sua formação, terá ferramentas capazes de atender muito bem um homossexual em seu consultório clínico, mas não compreenderá toda a vivência homossexual, seus conflitos e pode acontecer, como acontece, deste profissional pertencer a alguma religião que condena a homossexualidade e, sem perceber, também condená-la em seu paciente.


Sim. Novamente, como cito no meu livro, um professor de uma faculdade de psicologia em São Paulo, uma faculdade renomada inclusive, recentemente disse que o "homossexualismo" era uma doença para quase 80 alunos do quarto ano do curso de psicologia. Isso agora. Não falo de décadas atrás. Por outro lado, existem diversos profissionais sérios e capacitados para falar com propriedade quando o tema é psicologia e a homossexualidade. Conheço um psicanalista, por exemplo, que tem um trabalho acadêmico internacional dentro deste tema. E isso é realmente fantástico.


Logo, devemos ter muita atenção quando realizarmos estudo/pesquisas que envolvem estes dois temas: psicologia e a homossexualidade. Como a própria Internet, existe um mar de informações desencontradas e é justamente por isso que precisamos ter boas referências, bons livros, bons estudos e achar um bom caminho, onde a homossexualidade é vista como ela é de fato: apenas uma vertente saudável da sexualidade humana.


E que a psicologia, estudantes, formados, professores e profissionais da área, comecem a deixar seu preconceito de lado e estudar esta parte humana que, querendo ou não, faz parte do ser humano. Somos seres completos e, por isso, sexualizados.


Fabrício Viana*


*Fabrício Viana é escritor, bacharel em psicologia e autor de diversos livros com temática LGBT. Participa ativamente do nosso projeto. Entre seus principais livros, destacam-se O Armário (sobre a homossexualidade) e o Theus: do fogo à busca de si mesmo (romance de 196 com temática gay, que aborda a religião e a falsa cura da homossexualidade por religiosos).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A Bíblia e a Homossexualidade. Como se defender?

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Respeito religiões e religiosos, desde que estes não interfiram na vida alheia, impondo seus costumes e crenças de forma errada, com profundo fanatismo e violência contra o próximo.


E isso frequentemente acontece quando o assunto é a "Bíblia e a homossexualidade". Sempre tem alguém que ergue uma Bíblia e cita passagens que condenam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, como se aquele livro, escrito por homens e modificado por vários povos através dos séculos, fosse o livro mais importante do universo.


Este artigo pretende ensinar as pessoas como se defender das acusações deste "livro sagrado", pois, se tudo na Bíblia é o correto, nós devemos dizer a estes fanáticos que eles devem apedrejar os adúlteros, escravizar suas filhas, defender a escravidão humana, matar todos que trabalham de sábado e ainda expulsar de suas igrejas os deficientes físicos. Sim, tudo isso "está escrito" no livro sagrado.


Uma das passagens mais enfatizadas por eles sobre a homossexualidade está em Levítico 18:22: "Não se deite com um homem, como se fosse mulher. Isso é uma abominação" e em Genêsis 19:1-25, onde se narra a destruição de Sodoma e Gomorra por Deus devido a prática do sexo entre os homens.


Já que estas "Leis de Deus" estão corretas e a homossexualidade é injustamente condenada, devemos então enfatizar também outras leis que existem neste "livro sagrado" e que deveriam vigorar em nosso dia a dia.


Em Êxodo 21,7-8 por exemplo, são dadas orientações sobre a maneira de vender a própria filha como escravo. Em Levítico 25,44, explica-se que os escravos devem ser comprados nas nações vizinhas. No mesmo Levítico 15,19-24, diz-se que a menstruação feminina é uma imundice e tudo o que a mulher tocar neste período fica imundo, inclusive seu marido. No Êxodo 15,2, diz-se que o sábado é para descansar e quem trabalhar neste dia DEVE SER MORTO - imaginem a quantidade de gente, inclusive amigos do dia a dia, que trabalham de sábado e que segundo a bíblia deveriam morrer por isso.


E ainda tem mais. Em Levítico 21,20, ninguém pode se aproximar do altar de Deus se tiver alguma doença ou defeito, se for cego, coxo, corcunda ou anão. A lista de atrocidades e leis ultrapassadas não é pequena. A Bíblia e a Igreja em si, graças a democracia da informação, está perdendo sua força com assuntos ultrapassados como este.


Então, quando alguém impor a Bíblia contra a homossexualidade, enfatize também estas outras leis. Diga que devem matar todos que trabalham de sábado, expulsar da igreja qualquer deficiente físico, ter sua esposa como um lixo no período fértil e também que devem escravizar e vender suas filhas. Nada mais justo. Para aqueles que se acham justos.

Como disse acima, respeito tudo e todos. Cada um pode ter e seguir sua religião - seja qual for - sem problema algum. Desde que respeite o próximo. Ainda mais homossexuais. Só na parada de SP foram mais de 2 milhões na avenida paulista desde 2006. Nós existimos, não somos doentes, nem aberrações e muito menos condenados por Deus. Apenas temos uma orientação sexual diferente dos demais. Nós amamos, criamos família e contribuímos para uma sociedade melhor. Ignorância e hipocrisia religiosa tem limite.


Precisamos pregar o amor. O amor ao próximo, independente de quem ele seja.


Fabrício Viana*


*Fabrício Viana é escritor, bacharel em psicologia e autor de diversos livros com temática LGBT. Participa ativamente do nosso projeto. Entre seus principais livros, destacam-se O Armário (sobre a homossexualidade) e o Theus: do fogo à busca de si mesmo (romance de 196 com temática gay, que aborda a religião e a falsa cura da homossexualidade por religiosos).

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Saindo do Armário: possíveis problemas psicológicos de quem não se assume.

dentrodoarmario
Entre gays e "não gays" encontramos diversos indivíduos considerados “neuróticos” ou com algum desequilíbrio emocional. Infelizmente isso é "quase" comum nesta sociedade nem tão boa como imaginamos.


Claro que a homossexualidade, em si, não é o fato dessa desordem, afinal, hoje sabemos que ela não é considerada doença pela comunidade médica e científica (a homossexualidade é apenas uma expressão natural da sexualidade humana, e apenas isso!). O que causa a neurose são os conflitos que o indivíduo possui entre seus desejos (ID) e o que a sociedade impõe (superego), que faz com que o mesmo (ego) se torne fragilizado.


Se a sociedade não fosse tão preconceituosa e os homossexuais não aprendessem desde pequeno que seus desejos são "errados", é muito provável que muitas neuroses deixariam de existir. Isto é, nem seriam criadas.


Entretanto, quanto maior o desejo e quanto mais reprimido ele for pela sociedade (ou mesmo pelos pais), mais forte se torna o ciclo “neurotizante”, ao ponto de, com o tempo, podendo apresentar reações psicossomáticas, psicomotoras (famosos "tiques nervosos"), de isolamento, confusões mentais e até psicoses (loucura). Entre outros sintomas de desequilíbrio mental, como um dos casos que cito no meu livro sobre a homossexualidade chamado O Armário:




"Para termos uma ideia mais precisa do quanto complicado é viver uma vida dupla, de mentiras e com grande desperdício de energia psíquica, vamos a um caso bem interessante de um rapaz. Noivo e com uma vida bastante conturbada, ele começou a criar – para sua futura esposa, amigos e familiares – desculpas para sair à noite, conhecer rapazes e ter seus encontros puramente sexuais (afinal, é a única coisa que poderia fazer nestas suas breves saídas – saciar seus desejos). Porém, a frequência com que saía aumentava ao ponto dele precisar criar histórias e personagens para suas desculpas, para que ninguém desconfiasse da verdade. A mais utilizada era a de que ele estava indo para a casa de um colega de trabalho resolver pendências, colega que só existia em sua mente. Para que a desculpa não fosse sempre a mesma, ele inventou uma filha desse colega, e que sempre o ajudava levando-a para o hospital (pois ela fazia um longo tratamento, segundo ele). Quando essa história também se saturava, ele criava outro personagem, um outro amigo de trabalho, um outro parente deste colega, uma tia com que tinha perdido contato desde pequeno, mas que morava em outra cidade, e por aí foi. Em apenas dois anos, esse rapaz se encontrava em uma situação muito complicada. Ele criou tantos personagens e tantas histórias em sua mente, para dar as desculpas, que foi parar em um tratamento psicológico em estado grave (quase de psicose) com o objetivo de tentar separar quem de sua vida era real e quem era imaginário (criado por sua mente), pois ele não sabia mais 'quem era quem'." (página 97 e 98, livro O Armário)



Logo, a matemática de uma vida dupla é simples: se você tem uma pilha e usar metade de sua energia para uma vida saudável e a outra metade com o objetivo de "esconder-se", é diferente de usar a mesma pilha/energia 100% ao seu favor, isto é, “fora do armário” e sendo você verdadeiramente em qualquer lugar com todos os seus desejos e com uma vida afetiva e sexual plena e satisfatória. Algumas empresas já sabem disso, segue mais um trecho do meu livro:




"Algumas empresas de recursos humanos já sabem, por exemplo, que um rapaz no trabalho que não é assumido gasta muito mais energia escondendo seus desejos e vida homossexual do que outro – também homossexual – que não precisa escondê-los. Optam por aquele que é assumido, afinal, ele produzirá muito mais que o outro."



Claro que chegar a este ponto não é algo inatingível, acredito que, se muitos conseguem, você e qualquer pessoa também pode conseguir. Tudo bem, sabemos que isso não acontece de um dia para outro. Tudo depende de você e do caminho "lento" ao objetivo final, mas se você não começar a batalhar por sua vida e por sua felicidade, quem irá? Lembre-se de que, a única pessoa que sabe o que é melhor para você é você mesmo. Se escolher "sair do armário", ótimo, parabéns e ao mesmo tempo esteja preparado para as grandes dificuldades que irá encontrar. Se escolher continuar "no armário", ótimo também. Mas você não acha que vai desperdiçar grande energia onde poderia investir?


Digo isso pois é comum homossexuais assumidos, quando chegam ao seu "último estágio de aceitação", pararem e pensarem: "como é gostoso ser quem realmente eu sou, não ter que esconder minha orientação sexual para amigos, familiares, colegas de trabalho ou estudo". Tiro isso por mim e por muitos amigos, de todas as idades, que vez ou outra, comentam sobre. Lembrando que, não basta apenas sair do armário, também precisa - e isso é muito importante - livrar-se completamente da homofobia internalizada, que muitos homossexuais, mesmo assumidos, carregam consigo. Falo também no meu livro. Lembrando que ele não é vendido em livrarias, apenas neste link (144 páginas) ou a versão digital no site da Amazon Brasil


Portanto, o que vale, realmente, é refletirmos sobre tudo isso. E divulgar essa matéria para o máximo de pessoas possíveis. Precisamos ter uma vida autêntica antes de tudo.


Abraços fraternos,

Fabrício Viana*

*Fabrício Viana (facebook e twitter) é escritor, bacharel em psicologia e autor de diversos livros com temática LGBT. Participa ativamente do nosso projeto. Seu site pessoal é http://www.fabricioviana.com e seus livros podem ser comprados no site da Editora Orgástica no endereço: http://www.editoraorgastica.com


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domingo, 9 de agosto de 2015

Policial se diverte em parada gay em Nova York



 policial-gay

Para quem não viu, aqui esta o vídeo do policial brincando com um participante da Parada LGBT de Nova York, que ocorreu agora dia 28/07 e esta viralizando nas redes sociais. É isso aí. Para o pessoal machista, o policial não se tornou gay por conta disso. E nem causou desconforto para o governo. Trata-se apenas de uma pessoa humana, sem preconceitos e que celebra, junto aos manifestantes, à diversidade humana!



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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Executivo gay do HSBC se assume na Europa.

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António Simões, português, não tem problemas ao assumir publicamente sua homossexualidade. Ele é CEO do HSBC na Europa e um dos executivos mais notáveis segundo várias publicações do meio exceutivo.




"Se não fosse gay, provavelmente não seria CEO do banco", diz António Simões.



Ele é casado desde que a lei mudou na Espanha. Estão juntos há mais de 12 anos e diz que ele e o marido são vistos como um exemplo de casal estável e bem sucedido. No canal do HSBC no YouTube, há um vídeo onde António Simões e a famosa tenista Martina Navratilova falam de questões relacionadas com os direitos LGBT:


[embed]https://www.youtube.com/watch?v=pwTmVtSTFOc[/embed]

Para o psicólogo e escritor brasileiro Fabrício Viana, autor do livro sobre a homossexualidade chamado O Armário, histórias como a de António Simões são importantes para mostrar as pessoas que ser ou não homossexual não interfere nas suas capacidades pessoais e profissionais.




"Orientação sexual não tem nada a ver com caráter e competências! Da mesma forma que existem heterossexuais bons e ruins, profissionalmente, também existem homossexuais bons e ruins no mercado de trabalho. Felizmente, as empresas brasileiras estão entendendo isso. É um avanço contra o preconceito. Sem falar que, ao ver personalidades se assumindo, como eu falo no meu livro, outros homossexuais também criam coragem para se assumirem e terem uma vida autêntica e plena. Isso sim é fabuloso.", completa Viana.



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