sexta-feira, 29 de maio de 2015

Como era a homossexualidade na história?

homossexualidade-e-a-historiaUma coisa todos precisam entender: a homossexualidade sempre existiu! Porém, em cada época ela foi vista de uma forma bem diferente daquela que conhecemos hoje. Assim afirma o escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana na página 63 e 64 de seu livro O Armário:




"Nas tribos primitivas da Oceania, um dos estudos mais antigos já realizados pelo homem (cerca de 35.000 anos atrás) deixa claro a existência do relacionamento sexual entre pessoas do mesmo sexo, onde os mais velhos iniciavam os mais jovens na vida adulta."



E ainda:

"Assim como os Kiman e outros povos desta mesma região, os Marind acreditavam que somente com a penetração anal e com o sexo oral o jovem poderia receber a semente (esperma) e assim tornar-se um adulto, tão vigoroso quanto quem o estava iniciando. Esta relação durava de 3 a 4 anos aproximadamente. Após este período, o jovem passava a ser visto como adulto e poderia formar sua família."



E em mais um trecho:




homossexualidade-historia"Entre seus rituais, ainda entre os Marind, um bastante curioso era o Sosom. Sosom era um gigante castrado que usava um colar de cabeças ao redor do pescoço. Um grande phalo vermelho, representando seu pênis, ficava em uma área da floresta onde os meninos eram levados até ele pelos homens e sem a presença das mulheres.  Então, com base nesse ritual, os homens mais velhos dançavam com os garotos ao redor do phalo e iniciavam uma grande orgia masculina, onde qualquer adulto poderia penetrar um dos meninos iniciados. Relações semelhantes foram encontradas entre os Sambias e os Grande Nambas, do interior da ilha de Malekula (uma das ilhas que compõem a Melanésia), onde a penetração ou ingestão do esperma também representava a possibilidade de transmissão de virtudes como a bravura, coragem e qualidades para a guerra e a caça dos mais velhos aos mais jovens. A história nos mostra ainda que alguns líderes dos Grande Nambas mantinham relações com uma quantidade grande de garotos, procurando pouco suas esposas."



Interessante não? E tem mais. Segundo o autor, em cada época e região (Grécia, Roma, etc) a homossexualidade tinha uma "função" ou era vista de forma "diferente". Até mesmo na Idade Média onde ela foi considerada crime. Por isso é importante as pessoas entenderem mais sobre o que é, de fato, a homossexualidade. Quem quiser, leia a relação que fizemos dos livros que você precisa ler sobre a homossexualidade.


Ou leia O Armário, do nosso colaborador Fabrício Viana, que já tem mais de 4.000 exemplares vendidos.

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Publicidade com homossexuais: Coca-Cola

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Embora muita gente acredite que seja "novidade" incluir casais homossexuais em campanhas publicitárias, nosso projeto esclarece: não, não é novidade alguma! Nós já sabemos, há alguns anos, que grandes empresas lá fora costumam criar anúncios e campanhas específicas para este público. E que as mesmas marcas que anunciam por lá, infelizmente, não tem a mesma atitude por aqui graças ao "choque" cultural ou, até mesmo, graças ao preconceito machista dos executivos brasileiros.


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Este anúncio, feito recentemente com um casal gay e um bebê, pode ser visto em diversos edifícios e estacionamentos na Holanda. Sempre transmitindo a mensagem:




"Nós escolhemos a felicidade sobre a tradição".



Pelo menos por lá, é a primeira vez que a Coca-Cola apresenta uma família homoafetiva. Mas muitas outras empresas já criaram campanhas "pró-LGBTs".


Quem ganha? Todos nós!


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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Livro de ficção aborda a cura da homossexualidade

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No próximo feriado (04/06), das 15h às 16h durante a 15ª Feira Cultural LGBT no Vale do Anhangabaú, o escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana, com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e do Programa de Ação Cultural/2014, lança seu quarto livro chamado Theus: do fogo à busca de si mesmo.




Theus narra a história de Junior, jovem que começa a ter relações com seu amigo do trabalho, seus pais descobrem e o internam em uma fazenda religiosa que promete curar homossexuais em Minas Gerais. Lá, depois de alguns meses escutando palestras e depoimentos de ex-gays, Junior percebe que a cura não existe e foge desesperado para São Paulo, onde conhece o jovem Gabriel e começa assim a sua busca de si mesmo.



Com 196 páginas e formato 14x21cm, o livro que também está disponível em sua versão digital na Amazon Brasil, aborda ainda outros temas polêmicos, como aceitação, transexualidade, homofobia internalizada e as modernas relações abertas. Além do amor, sim, aquela paz interior que todos nós buscamos no outro.


Sobre o autor


Fabrício Viana é escritor, formado em psicologia e autor de várias obras sobre a diversidade sexual, entre eles "O Armário" (sobre a homossexualidade e os processos psíquicos que envolvem a entrada e saída do armário), "Ursos Perversos" (contos homoeróticos pesados) e o recém premiado "Orgias Literárias da Tribo" (coletânea LGBT de contos, poesias, crônicas e textos não eróticos que representam o universo LGBT).


Lembrando que os livros de Fabrício Viana não são vendidos em livrarias, apenas em seu site pessoal www.fabricioviana.com ou no site da Editora Orgástica www.editoraorgastica.com. Viana é conhecido pela comunidade LGBT, já participou em mais de 30 programas de TV e seu primeiro livro, O Armário, já esta em sua quarta edição.


Serviço

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Tarde de autógrafos do livro Theus: do fogo à busca de si mesmo.
Autor: Fabrício Viana
Data: 04 de Junho de 2015 (Feriado)
Horário: das 15h às 16hs
Local: 19ª Feira Cultural LGBT no Vale do Anhangabaú (tenda de Literatura)

Confirme sua presença no Facebook:
https://www.facebook.com/events/512172092274007
Para comprar o livro on-line:
www.editoraorgastica.com/theus


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segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Boticário. Dia dos namorados com casais homossexuais.

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A grade reclamação de muitos homossexuais, é de não serem representados nos dias dos namorados. Até mesmo em alguns regulamentos que deixam claro que um casal é constituído apenas de um homem e uma mulher. Parece que o mundo esta mudando, a marca de cosméticos O Boticário surpreende ao lançar um comercial no Dia dos Namorados com casais homossexuais na TV, exatamente no intervalo do Fantástico (TV Globo).



Parabéns ao O Boticário e a todas as empresas que estão, finalmente, ampliando seus horizontes e promovendo a Diversidade Sexual. Lá fora é comum ter anunciantes de grandes marcas ao público homossexual, porém, algumas empresas com sede no Brasil, ainda são bem "quadradas". O mundo mudou, ou esta mudando. E cada vez mais empresas estão percebendo que incluir a diversidade humana nada mais é que um ponto positivo para seus produtos ou serviços. Afinal, somos todos consumidores!





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sábado, 23 de maio de 2015

Irlanda aprova o casamento gay!

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O governo informou que neste sábado (23) o casamento gay foi aprovado pela população da Irlanda. 22 anos após o país descriminalizar a homossexualidade.


Ao todo, mais de 3,2 milhões de pessoas foram convocadas para responder a emenda e a participação superou 60%.


A Igreja Católica, cuja doutrina ensina que a homossexualidade é um pecado, fez uma discreta campanha pelo "não" dentro de suas igrejas, o mesmo comportamento que teve na França.

Parabéns Irlanda!


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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Conheça os homenageados do 15º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade

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A cerimônia do 15º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade ocorre dia 23 de Maio, a partir das 20h. O Prêmio é promovido pela APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) desde 2001. Este ano, ocorre duas semanas antes da manifestação nas ruas. O evento tem como sede a Academia Paulista de Letras. Com amplo espaço, a casa de cultura localiza-­se no Largo do Arouche.


Ao todo são 16 categorias que homenageiam personalidades, entidades, autoridades políticas e ações culturais que contribuíram para o avanço dos direitos humanos da população LGBT no último ano. A atividade conta com participação da Camerata Darcos, uma orquestra formada por 16 músicos, que nesta edição irá homenagear a cantora Cássia Eller. Contamos também com a participação de diversas personalidades do universo LGBT.
15 anos de Prêmio

O Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade surgiu com o objetivo de lembrar os fatos mais significativos no cenário político, social e cultural para a população LGBT, contribuindo na promoção dos Direitos Humanos. Reconhecendo a atuação dos premiados como sendo de alta representatividade na vida de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. É também um momento de divulgação e valorização das atividades que contribuíram com o movimento na consolidação do respeito à diversidade, bem como um estímulo às práticas socialmente responsáveis. O design dos troféus utilizados desde a primeira versão foi criado e doado para APOGLBT pelo arquiteto e jornalista Duílio Ferronato. As 14 edições anteriores contabilizam mais de 250 contemplados que já o receberam.
Confira os premiados:

Ação: Valesca Popozuda (Valesca Reis Santos) ­ ​Campanha pela criminalização da homofobia, lançada pela cantora em fevereiro deste ano.

Militância: Família Strongers ­​Militância na cidade de São Paulo, trazendo a juventude de volta à discussão e participação política, auxiliando os jovens homossexuais que vivem na periferia.

Internacional: Barack Obama ­ ​A resposta do presidente a uma petição, declarando que vai trabalhar para que as terapias que prometem alterar a orientação sexual (cura gay) sejam proibidas para menores de idade.

Internet: Põe na roda ­ ​A nomeação se deve ao site trabalhar com humor questões importantes do universo LGBT, sem abusar de estereótipos ou termos discriminatórios.

Jornalismo: Programa Saia Justa ­ ​Apresentado por 4 mulheres, deve­se ao trabalho respeitoso com questões importantes do universo LGBT, a visibilidade provocada pela discussão de pautas atuais.

Direitos Humanos: Carmen Lúcia ­ ​A nomeação se deve à decisão da ministra em negar recurso do Ministério Público do Paraná que buscava impedir a adoção de crianças por um casal homo afetivo.

TV: Novela “Amor à vida” ­ ​Os personagens Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) protagonizaram pela primeira vez um beijo entre dois homens em rede aberta, a telenovela ajudou significativamente milhares de brasileiros.

Artes Cênicas: Fernanda Montenegro e Nathália Timberg ­​Pelo fato de consagradas atrizes do teatro e teledramaturgia abraçarem papéis que discutem assuntos importantes e relevantes para a comunidade LGBT.

Teatro: peça Jean Genet ­​Corajosa e ousada montagem da peça, que aborda os aspectos marginais da vida do escritor, poeta e dramaturgo francês Jean Genet (1910­1986) e chama atenção por dar forma artística e imagética ao amor homossexual.

Literatura: Fabrício Viana “Orgias Literárias da Tribo” ­ ​o autor reuniu uma série de contos que retratam o universo LGBT de maneira interessante e reveladora. A trama é composta por variadas histórias, de onze autores diferentes, que vão desde uma transsexual que luta pelo seu lugar na sociedade até uma pancadaria em uma balada de rock.

Literatura: James Green e Renan Quinalha “Ditadura e homossexualidades” ­ ​obra deu luz às barbaridades ocorridas durante a Ditadura Militar Brasileira, isto é, a violência e perseguição sofrida por homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais.


Reportagem: GloboNews Especial: os novos modelos de famílias no Brasil ​­ visibilidade que a reportagem deu às famílias que, de maneira muito simples, mostrou a diversidade, seja de famílias monoparentais ou casais LGBTs.

Cinema: “Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro ­ ​O longa mostra o processo de aceitação e descoberta de dois garotos que se apaixonam. A nomeação se deve a visibilidade que o filme tratou contribuindo para a igualdade social. O filme foi um dos selecionados para representar o Brasil no Oscar na categoria Filmes Estrangeiros.

Esporte: Laís Souza ­ ​Em meio a recuperação do acidente de esqui a ginasta revelou sua sexualidade na grande mídia em entrevista à TPM: “Eu tenho uma namorada, sou gay há alguns anos. Já tive uns namorados, mas hoje estou gay”.

Educação: Capa de fevereiro de 2015 ­ ​(“Vamos falar sobre ele? ­ Como lidar com um aluno que se veste assim? Uma reflexão sobre sexualidade e gênero”) ­ Ao estampar o orgulho de um menino britânico de apenas 5 anos que gosta de ir à escola com vestidos brilhosos e coloridos, a revista deu a devida visibilidade a um tema do qual a sociedade brasileira tenta se esquivar.

Memória: Rosângela Rigo e Lurdinha Rodrigues ­ ​A nomeação das duas militantes, que faleceram em um acidente no inícios deste ano, deve­se aos seus históricos de lutas por direitos que vem desde a adolescência tanto na causa homossexual quanto na causa feminista.

Documentário: “Cássia”, de Paulo Henrique Fontenelle ­ ​Retrata a vida pessoal da cantora, mulher e mãe, não omitindo nenhuma história seja de seus abusos com drogas, casos extraconjugais, sobre a paternidade de seu filho Chicão e as histórias sobre a homossexualidade.

SERVIÇO:

15º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade

23 de Maio ­ às 20h
Endereço: Academia Paulista de Letras, Largo do Arouche, 324, República, São Paulo Metrô República.
Lotação: 330 pessoas
Acessibilidade: cadeirantes
Entrada gratuita mediante inscrição (assessoria.imprensa@paradasp.org.br).


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Coletânea LGBT é premiada duas vezes em São Paulo

coletanea-lgbt-premiadaOrgias Literárias da Tribo é uma coletânea não erótica de contos, poesias, crônicas e textos que tratam do dia a dia, desejos e sentimentos da comunidade LGBT.


Neste ano, Orgias Literárias da Tribo recebeu dois prêmios, um do PapoMix e o outro da APOGLBT, ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo!


coletanea-lgbtOrganizada pelo escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana, é a única coletânea lançada no Brasil onde existe pelo menos um autor representando cada segmento de lésbicas, gays, bissexuais e de pessoas trans.


O livro tem 144 páginas, formato 14x21cm e pode ser adquirido somente no site da Ed.Orgástica no www.editoraorgastica.com


A versão digital, em e-book, pode ser comprada na Amazon Brasil:
http://www.amazon.com.br/gp/product/B00OAR6ZTO





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sexta-feira, 1 de maio de 2015

13 dicas de como tratar seu amigo homossexual.

Este texto foi elaborado pelo escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana para amigos de gays e lésbicas na tentativa de desmistificar alguns conceitos. Obrigado Fabrício por reproduzir em nosso projeto. Caso alguém tenha algum artigo interessante e que queira publicar aqui, entre em contato pela nossa fanpage. Vamos ao texto do Fabrício:


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Antes de tudo, se você recebeu a indicação de alguém para ler este texto, você é uma pessoa privilegiada. Ter um amigo homossexual, seja no trabalho, na escola, na faculdade ou mesmo na vizinhança, é cada vez mais comum. Para que você não passe por alguns “micos” e nem acabe, sem querer, ofendendo ou discriminando um amigo homossexual, por pura falta de informação, segue algumas dicas bastante úteis.


Para facilitar a leitura, separei o texto em perguntas, pois acredito que assim seja mais fácil o entendimento.


1 - homossexualidade é doença?
Apesar de várias religiões não aceitarem ou discriminarem homossexuais, a ciência já comprovou que a homossexualidade não é uma doença. É apenas uma orientação sexual do indivíduo. Logo, assim como existem heterossexuais "bons" e "ruins", também existem homossexuais "bons" e "ruins". Sua personalidade, suas qualidades e defeitos; nada tem a ver com sua orientação sexual. É importante frisar isso pois muitos atribuem defeitos ou imperfeições humanas como sendo derivadas da homossexualidade. Definitivamente, isso nada tem a ver com a orientação sexual. Se precisar saber mais sobre a homossexualidade, sua história, porque ela é condenada e outros fatores psíquicos, recomendo a leitura do meu livro O Armário, já na quarta edição e com mais de 4 mil exemplares vendidos. Vai ajudar muito a você entender este tema que ainda é, infelizmente, polêmico.


2 - Por que orientação e não "opção" ou "condição sexual"?
Muitos falam, erradamente, sobre “opção sexual”. Não existe opção, fato de quem “opta” por algo. Nem  condição. O que existe em termos de classificação dentro da psicologia atual é a orientação sexual, onde o desejo sexual é ORIENTADO para um objeto externo. Este objeto externo desejado pode ser alguém do mesmo sexo (é o caso dos homossexuais), alguém do sexo oposto (heterossexuais) ou mesmo de ambos os sexos (bissexuais). Por isso orientação sexual. Lembrando que um homossexual poderá se tornar um bissexual ou heterossexual caso o objeto desejado mude. Assim como ocorre com heterossexuais que, em algum momento de suas vidas, tornam-se homossexuais. Para a sexualidade humana, não existem regras ou as classificações que utilizamos. Elas não são fixas.


3 - gays são seres superiores ou inferiores?
Já ouvi falar que gays são mais produtivos nas empresas, ou, por outro lado, que eles não prestam para nada. Ridículo. orientação sexual não tem relação alguma com aptidões, talentos ou qualquer outra característica da personalidade. Se alguém que você conhece é muito bom no que faz, ou o contrário, isso não está relacionado com sua orientação sexual.


4 - Piadinhas ofendem?
Sim, piadas podem ser engraçadas, mas evite na presença de seus amigos gays pois a maioria tem fins discriminatórios; sobretudo, piadas de “bichas”, “viados”, "sapatões", "travecos" ou similares. Além de deturpar/confundir a realidade, passando uma imagem estereotipada, acabam quase sempre em ofensa. Até aquele seu amigo ou amiga que não é assumido, mas que dá risada naquele momento para manter as aparências, pode ficar triste por você ter demonstrando ser uma pessoa preconceituosa ou no mínimo, ignorante. Alguém de que ele jamais poderá confiar ou contar sobre seus reais desejos à você. Se você não consegue ver nenhum problema ou ofensa nas piadas de homossexuais, sabia que é a mesma coisa com relação as piadas com referência a "heterossexualidade". O quê? Não existem piadas sobre heterossexuais? Por que será? Pense nisso.


5 - Quando me falarem sobre casos, relacionamentos, etc, o que eu faço?
Quando seu amigo ou amiga contar sobre sua vida pessoal, sobre casos ou namoros, imagine que sejam casos ou namoros de heterossexuais. Imaginou? Pois é, é a mesma coisa. Tanto que, em ambos os casos, você encontrará pessoas que se relacionam de forma promíscua ou aqueles que nasceram para o “casamento”, no real sentido da palavra. Sim, existe toda uma diversidade de “intenções”. Mas os relacionamentos, em si, são iguais. gays namoram, separam-se, têm brigas de casais, choram, sorriem, alguns almoçam juntos com a família no final de semana e com o namorado ao lado, e, assim caminha a humanidade.


6 - gays só frequentam lugares específicos para gays?
Mundo gay, submundo ou “gueto” são coisas do passado. gays estão e sempre estiveram em toda a parte, por isso não se espante em vê-los por aí. Cada vez mais eles estão aparecendo (no sentido de não esconder sua orientação sexual) em shoppings, baladas, supermercados, festas de família, local de trabalho ou em qualquer outro lugar. Você precisa saber apenas que eles existem e que deve respeitá-los, assim como se pressupõe que o respeito é para todos, independente de religião, orientação ou qualquer outro fator. E que, felizmente ou infelizmente, todos nós vivemos em sociedade e procuramos ser felizes sem interferir um na vida do outro. Embora seja vendido que somos todos iguais, as nossas diferenças são realmente grandes.


7 - Como eu identifico um gay? Ou uma lésbica?
Se você acha que gay é um cara afeminado ou que lésbica é uma mulher masculinizada, cuidado. gays e lésbicas são tão únicos quanto a própria diversidade humana. Para se ter uma ideia, existem gays que são pedreiros, executivos, aeromoças, jovens, adultos, senhores, senhoras, mendigos, diretores de empresas, analfabetos, operários, religiosos (inclusive alguns têm altos cargos dentro de sua doutrina), professores, alunos, enfim, uma infinidade que torna impossível a qualquer cientista ou grande estudioso dizer com precisão quais as características que definem alguém para que, em um simples olhar ou convivência, nós saibamos se ele é heterossexual, homossexual ou bissexual. Tem gente que parece gay, mas não é. Tem gente que não parece que é gay, e é. Outro dia no ônibus vieram me falar mal de um cara que era bem afeminado. Eu soltei o verbo. E essa infeliz criatura que pensou que eu iria ajudar na discriminação ficou sem saber o que fazer, pois ela jamais pensou que eu também fosse gay. Resumindo, ela pensará mais de 10 vezes na próxima vez que for falar com alguém desconhecido sobre isso. Então, é bom tomar cuidado para não passar vergonha. A dica é respeitar, sempre.


8 - Uso de palavrões, existe algum problema?
Com certeza. Palavrões são recheados de simbologia ofensiva. Nunca se refira ao seu amigo ou amiga por meio de palavrões construídos pela sociedade. Todos eles são difamatórios e, geralmente, carregados de preconceito. Ao invés de dizer que tem um amigo “viado”, “bicha” ou “sapatão”, prefira sempre os termos “gay” ou “lésbica”. O primeiro, geralmente, para tratar tanto o homem quanto à mulher homossexual. São politicamente corretos e bem mais aceitos. Claro que tudo também depende do vínculo que você tem com seu amigo homossexual. Mas, na maioria das vezes, evite termos pejorativos.


9 - Não me conformo, eu vivo falando pra ele ou ela deixar esta vida de lado. Estou certo?
Totalmente errado. Imagine ele falando para você gostar de alguém do mesmo sexo, resolveria? Se a pessoa insistisse muito você começaria a gostar? De alguém do mesmo sexo? Não, logo, não insista para que seu amigo goste do sexo oposto, além de ser inconveniente, você não obterá resultado algum. Caso ele ou ela decida sair com alguém do sexo oposto, isso partirá de seu íntimo (sim, homossexuais podem tornar-se heterossexuais e heterossexuais podem se tornar homossexuais, ou ainda, bissexuais). Portanto, se a ideia e o desejo não partir dele, seu comentário pode ofendê-lo e ainda transmitir a ele a ideia de que você não o aceita; não que você deva aceitar. A homossexualidade, em si, pode ir contra os seus conceitos, mas se você está lendo este texto é porque quer aprender como tratá-lo de forma coerente. Pense nisso. Mesmo porque o que é bom para ele, não necessariamente é para você, e vice-versa. Resumindo, jamais tente mudá-lo. Respeito acima de tudo.


10 - Se pedir para eu guardar segredo, o que faço?
Saber que alguém é gay pode gerar algumas complicações para a pessoa que não assumiu sua orientação publicamente. Logo, se lhe foi pedido segredo, por mais difícil que seja guardá-los (guardar segredo, de verdade, é coisa que poucos conseguem), faça um esforço. Afinal, infelizmente, nem toda a sociedade tem uma cabeça moderna e condizente com o século 21. Talvez, menos ainda em um mundo tão conectado quanto o nosso.


11 - Como posso ter atitudes anti discriminatórias?
É simples. Independente do amigo ou da amiga apresentar algum tipo de “trejeito”, aliás, independente de qualquer coisa; se estiver você num bate-papo e surgir alguma brincadeira de mau gosto a qual seja discriminatória, não participe. Ao mesmo tempo, mostre que não gostou e que não compactua com aquela brincadeira grosseira ou piada fora da realidade. Participar de tal gozação, mesmo não sendo quem começou, só torna você mais um dos que assinam em baixo a “carta da ignorância”. E, “ignorante” você não é, tanto que se demonstra interessado(a) nesse assunto e está aqui, lendo este texto.


12 - Na faculdade ou no trabalho, meu amigo gay começou a se vestir de mulher, e agora?
Alguns homossexuais podem ter inclinação para o que chamamos de transgêneros. Transgêneros são transexuais, travestis ou similares que fazem uma mudança de gênero. E muitas vezes, nada tem a ver com a homossexualidade. Por exemplo, eu sou homem, gay, e gosto de me relacionar com outro homem. Não me sinto mulher e nem gostaria de ser mulher. Mas existem algumas pessoas que, neste exemplo, nasceram homens porém se “sentem” mulheres. E ai, a luta interna deles é tornar seu corpo igual a sua mente. Isto é, se vestindo como se sentem, neste caso, como MULHERES. Então, eles passam a ser TRANSEXUAIS. Não são homossexuais que se vestem de mulheres. São realmente mulheres tentando adequar seu corpo masculino para o corpo feminino. A meta de alguns, neste caso, é fazer aquela cirurgia de adequação sexual (transformar o pênis em vagina, definitivamente). O caso das travestis é parecido, porém, elas não se sentem totalmente mulheres (inclusive, usam o pênis na relação sexual, já as transexuais, usam, mas não gostam - claro que nada disso é regra! Que fique bem claro!). Se você tem um amigo assim, que “inverteu” visualmente a aparência, trate-o como esta pessoa aparentemente se mostra ao mundo. Na dúvida, já que você é amigo ou amiga, chame-a próximo e pergunte como gostaria de ser chamada, com nome masculino ou feminino. Raramente até nós, que convivemos com muitos LGBT´s (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) nos confundimos. Então, pergunte, converse, questione e tente compreender de alguma forma. Lembre-se sempre, somos seres diferentes e, muitas vezes, aprendemos e evoluímos justamente por sermos diferentes.


13 – Gostei destas explicações, porém gostaria de aprender mais sobre este universo. Por curiosidade!
Existem muitos portais na Internet com artigos e informações sobre a homossexualidade, transexualidade e todas as vertentes da sexualidade humana. Evite, sempre, sites religiosos e prefira os científicos. Como disse acima, a religião condena com base em suas doutrinas. A ciência entende que é apenas uma forma de comportamento e, de forma séria, explica detalhadamente o que ocorre com as sexualidades apresentando diversos estudos científicos com bases na psicologia, história, antropologia e diversos outros estudos. Caso queira se aventurar em livros, para estudos mais sérios, recomendo o livro “Devassos no Paraíso” que fala sobre a história da homossexualidade no Brasil e também o livro “Seis Balas num Buraco Só”, que vai a fundo na origem do preconceito e da sociedade machista. Ambos do escritor João Silvério Trevisan. Se você não tem muito tempo mas gostaria de ler um livro que resumisse muito bem alguns temas e assuntos, sugiro a leitura, novamente, do meu livro, bastante didático e simples chamado O ARMÁRIO. O importante é que você busque informações e tente aprender de tudo um pouco. Afinal, conhecimento nunca é demais. E o maior problema da homossexualidade é, sem sombra de dúvidas, informações corretas sobre o assunto. Tudo o que vemos na TV ou na sociedade é, ainda, visto de forma errado e negativo. Com informação correta, podemos resolver este caso.


Fabrício Viana

Fabrício Viana é bacharel em Psicologia e autor do livro O Armário (sobre a homossexualidade , com mais de 4 mil exemplares vendidos), Ursos Perversos (contos homoeróticos), organizador da Coletânea LGBT não erótica chamada Orgias Literárias da Tribo e autor Theus (romance homossexual). Seus livros nãos são vendidos em livrarias, apenas em seu site pessoal www.fabricioviana.com ou no site da Editora Orgástica www.editoraorgastica.com





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