quinta-feira, 30 de outubro de 2008

3º Parada Gay de Guarulhos - 30/11/2008

LGBT de Olho na Política.
3º Parada Gay de Guarulhos/SP. Um olhar consciente. Para quem cuida da gente!
Participe! ->> Domingo, 30 de Novembro de 2008, as 15 horas.
Local do encontro ->> Av. Trancredo Neves. Próximo da saída na altura do Poupa Tempo

[caption id="attachment_251" align="aligncenter" width="500" caption="Parada Gay em Guarulhos / SP - 30/11/2008"]Parada Gay em Guarulhos / SP - 30/11/2008[/caption]

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Como deixar de ser homossexual?

Sofrimento, esta é a palavra que define quem tenta deixar o homossexualismo e não consegue. Mas, deixar de ser homossexual é possível? Estas perguntas são frequentemente feitas por aqueles que tem tais desejos homossexuais e, por terem raiva e desprezo pelo que sentem, tentam a todo custo eliminá-los de suas vidas.

[caption id="attachment_244" align="alignright" width="150" caption="Fabrício Viana"]Fabrício Viana[/caption]

O problema é que um desejo não é eliminado. Ele pode ser reprimido ou negado. Mas não eliminado. E pior, um desejo reprimido ou negado, com o tempo, ganha força e fica mais forte. Para ajudar aqueles que tentam deixar de ser homossexuais, eu costumo dar um exemplo claro voltado aos heterossexuais:

Um homem que sente uma absurda atração por mulheres conseguirá deixar de ser heterossexual? Isto é, o que ele pode fazer quando sentir um tesão absurdo por elas? A resposta é simples: ele não pode fazer nada. Apenas negar este tesão. Dizer a si mesmo, não, eu não posso fazer sexo com uma mulher. E ai, ele pode tomar um banho gelado, tentar fazer outras coisas para esquecer aquilo mas, uma hora ou outra, aquele desejo voltará (mais forte) e ele terá o mesmo problema.

Com a homossexualidade é a mesma coisa. Não adianta ir para a Igreja, orar, pedir o perdão de Deus, se casar com uma mulher, ter filhos, se converter, fugir, se drogar ou combater a homossexualidade (dos outros e de si mesmo). O jeito mais saudável é enfrentar o preconceito, entender a origem da homossexualidade, o que leva as pessaos a condená-la tanto e, finalmente, aceitar os seus desejos e ser feliz com eles. Sem negá-los ou reprimí-los. Este, alias, é o tema principal do meu livro O Armário ( www.oarmario.com ), vendido apenas pela Internet. Escrevi ele justamente para ajudar estas pessoas que querem deixar a homossexualidade ou a vida homossexual a entenderem estes sentimentos e o quanto de sofrimento existe quando os mesmos são negados.

A pessoas precisam entender que a homossexualidade não é doença, não é pecado e que, doente, hoje, considerado pela ciência, é justamente aquela pessoa que não aceita seus desejos sexuais, sejam eles heterossexuais, bissexuais ou homossexuais. Uma pessoa que sofre, que reprime, que não se aceita, é sim, considerado uma pessoa com uma disfunção de personalidade e que, segundo o CID 10, precisa de ajuda. Mais uma vez, recomendo meu livro para estas pessoas se aceitarem e "sairem do armário".

F66.1 Orientação sexual egodistônica: Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la.

Portanto, se você procura ajuda ou tenta deixar de ter os desejos homossexuais, esqueça. Você pode até tentar, reprimir ou negar, mas, é muito provavel que passará a sua vinda inteira, casado com alguém do sexo oposto, representando um papel social que irá agradar a tudo e a todos. Mas não a você. E a escolha, com certeza, em sofrer ou não, é sua. Inteiramente sua.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Fenômeno Vanessão - Travesti Vanessão Assassinada

O vídeo no Youtube da travesti Vanessão tem mais de 740 mil visitas. O que poucos sabem é a travesti foi assassinada há quase um ano em Ariquemes, cidade vizinha de Ji-Paraná.

[caption id="attachment_236" align="alignright" width="200" caption="Fenômeno Travesti Vanessão"]Fenômeno Travesti Vanessão[/caption]

Quem relata é o jornalista querido e muito respeitado Gustavo Miranda, do blog Bota Dentro, segundo ele, milhares de pessoas criaram comunidades no Orkut e postaram vídeos (até mesmo mixados) sem saber que a travesti está morta.

Entre suas falas/gírias que mais fazem sucesso estão: "vê se tem deiz reaiz na carteira dele, quirido", "o babado é cer-to",  "vai me dar siiiim" e "se ele não me der, de boa querido, já arrebentei a moto dele mesmo".

Alias, o sucesso da travesti Vanessão é tão grande que até Arnaldo Jabor comentou sobre ela em um de seus vídeos sobre Fenômeno Ronaldinho. Quem puder assista ao vídeo do Jabor várias vezes pois o que ele fala é absurdamente interessante/importante.

[caption id="attachment_237" align="alignleft" width="84" caption="Jabor sobre Vanessão"]Arnaldo Jabor sobre Fenômeno Vanessão[/caption]

A travesti Vanessão ficou famosa na Internet depois de seu vídeo-reportagem ter sido publicado. Segundo relatos, ela teria cobrado R$ 40,00 para fazer sexo oral em um cara. Ele, que aceitou, pagou apenas R$ 20,00 e por isso ela quebrou a moto dele, indo, os dois, parar na delegacia.

É Vanessão, que você descanse em paz!!! Você representa não só vários e várias travestis como também todo ser humano que, neste mundo, luta pela sobrevivência e para ser quem verdadeiramente é.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?

Este artigo foi escrito para aqueles que, confusos, sofrem com o homossexualismo e buscam um conforto sobre como lidar com seus desejos homossexuais. Todos, sem exceção, precisam entender que a sexualidade humana é uma só e os desejos homossexuais são apenas uma vertente sadia da sexualidade humana. Leia, agora, este polêmico, mas educativo, artigo:


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[caption id="attachment_233" align="alignright" width="177" caption="O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?"]O que diz a Bíblia sobre o Homossexualismo?[/caption]

Respeito religiões e religiosos, desde que estes não interfiram na vida alheia, impondo seus costumes e crenças de forma errada, com profundo fanatismo e violência contra o próximo.


E isso frequentemente acontece quando o assunto é "Religião e homossexualidade". Sempre tem alguém que ergue uma Bíblia e cita passagens que condenam o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, como se aquele livro, escrito por homens e modificado por vários povos através dos séculos, fosse o livro mais importante do universo.


Este artigo pretende ensinar as pessoas como se defender das acusações deste "livro sagrado", pois, se tudo na Bíblia é o correto, nós devemos dizer a estes fanáticos que eles devem apedrejar os adúlteros, escravizar suas filhas, defender a escravidão humana, matar todos que trabalham de sábado e ainda expulsar de suas igrejas os deficientes físicos. Sim, tudo isso "está escrito" no livro sagrado.


Uma das passagens mais enfatizadas por eles sobre a homossexualidade está em Levítico 18:22: "Não se deite com um homem, como se fosse mulher. Isso é uma abominação" e em Genêsis 19:1-25, onde se narra a destruição de Sodoma e Gomorra por Deus devido a prática do sexo entre os homens.


Já que estas "Leis de Deus" estão corretas e a homossexualidade é injustamente condenada, devemos então enfatizar também outras leis que existem neste "livro sagrado" e que deveriam vigorar em nosso dia-dia.


Em Êxodo 21,7-8 por exemplo, são dadas orientações sobre a maneira de vender a própria filha como escravo. Em Levítico 25,44, explica-se que os escravos devem ser comprados nas nações vizinhas. No mesmo Levítico 15,19-24, diz-se que a menstruação feminina é uma imundice e tudo o que a mulher tocar neste período fica imundo, inclusive seu marido. No Êxodo 15,2, diz-se que o sábado é para descansar e quem trabalhar neste dia DEVE SER MORTO - imaginem a quantidade de gente, inclusive amigos do dia-dia, que trabalham de sábado e que segundo a bíblia deveriam morrer por isso.


E ainda tem mais. Em Levítico 21,20, ninguém pode se aproximar do altar de Deus se tiver alguma doença ou defeito, se for cego, coxo, corcunda ou anão. A lista de atrocidades e leis ultrapassadas não é pequena. A Bíblia e a Igreja em si, graças a democracia da informação, está perdendo sua força com assuntos ultrapassados como este.


Recentemente, a condenação do Papa aos países com tolerância a homossexualidade, é só uma das ações "apelativas" da Igreja que está caindo em ruínas e muitas vezes indo contra a sua própria homossexualidade (é fato comum a existência, cada vez maior, de praticas homossexuais entre seus fiéis servidores).


Então, quando alguém impor a Bíblia contra a homossexualidade, enfatize também estas outras leis. Diga que devem matar todos que trabalham de sábado, expulsar da igreja qualquer deficiente físico, ter sua esposa como um lixo no período fértil e também que devem escravizar e vender suas filhas. Nada mais justo. Para aqueles que se acham justos.


Como disse acima, respeito tudo e todos. Cada um pode ter e seguir sua religião - seja qual for - sem problema algum. Desde que respeite o próximo. Ainda mais homossexuais. Só na parada de SP foram mais de 2 milhões na avenida paulista em 2006. Nós existimos, não somos doentes, nem aberrações e muito menos condenados por Deus. Apenas temos uma orientação sexual diferente dos demais. Nós amamos, criamos família e contribuímos para uma sociedade melhor. Ignorância e hipocrisia religiosa têm limite.


Vamos ficar atentos e se defender de tais atrocidades.



Fabrício Viana

Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado  "O Armário - Vida e Pensamento do Desejo Proibido" - Site do livro: www.oarmario.com

Ciclo de Leituras Teatrais sobre Homoerotismo e Sexualidade

II DRAMÁTICA

Ciclo de Leituras Teatrais sobre Homoerotismo e Sexualidade

Dentro do 16º Festival Mix Brasil acontece o II Dramática – Ciclo de Leituras Teatrais sobre Homoerotismo e Sexualidade. O Dramática tem por objetivo reunir novos textos dramatúrgicos que tratem de temas relacionados ao homoerotismo e à diversidade sexual.

[caption id="attachment_229" align="alignright" width="150" caption="Ferdinando Martins"]Ferdinando Martins[/caption]

Ao todo, quatro textos inéditos, selecionados pela Cooperativa Paulista de Teatro, ganharão leitura encenada entre os dias 17 e 20 de novembro em São Paulo. A direção é de Ferdinando Martins e a curadoria de Eduardo Cardoso, Theodora Ribeiro e Ferdinando Martins.

O Dramática é uma realização conjunta da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo, da Cooperativa Paulista de Teatro e da Associação Cultural Mix Brasil.

Regulamento:
1.O II Dramática – Ciclo de Leituras sobre Homoerotismo e Sexualidade tem por objetivo reunir novos textos dramatúrgicos que tratem de temas relacionados ao homoerotismo e à diversidade sexual.
2.  Os interessados devem enviar uma cópia do texto para imprensa@cooperativadeteatro.com.br e entregar 2 cópias impressas na sede da CPT (Praça D. José Gaspar, 30, 4o. andar - A/C: do departamento de Gestão de Cooperados), até o dia 27 de outubro.
3. Os textos selecionados ganharão leitura dramática entre os dias 17 e 20 de novembro, durante o 16º Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual.
4. Os resultados serão divulgados, por meio do site Mix Brasil (www.mixbrasil.com.br), no dia 5 de novembro, e pelo informe da CPT do dia 7 de novembro.

Mais Informações: (11) 2117-4710/ (11) 2117-4707

domingo, 19 de outubro de 2008

Gay em cidade pequena

Meu nome é Marcel, tenho 22 anos e moro no interior do Paraná.

Estarei aqui partilhando várias experiências como esta de ser gay em cidades pequenas. Afinal não é em todos os lugares que os gays desfrutam de bares, boates, grupos de apoio ou qualquer coisa que permita uma vivência aberta de sua sexualidade sem medo de recriminação – e sempre que eu falar em gay na coluna, incluem-se aí lésbicas, bissexuais e transgêneros.

[caption id="attachment_222" align="alignleft" width="150" caption="Gay em Cidade Pequena"]Gay em Cidade Pequena[/caption]

Muitos de nós, internautas que acessam a TVTudo.com e outros sites, moramos em lugares assim e, por várias vezes, vemos-nos perdidos, com o sentimento de que somos os únicos gays em nossa cidade e sem saber o que fazer ou com quem falar.

O que fazer então?

Não sei exatamente. Afinal não existe uma fórmula mágica. Mas acredito que posso contar um pouco de minha história e assim, criar identificações com outras pessoas que passam por problema parecido.

Quando comecei a perceber que era gay e que não tinha como fugir disso (na época encarava minha homossexualidade como um fato negativo), comecei a revirar a Internet atrás de sites que falassem do tema.

Essa experiência mostrou um “mundo gay” paralelo ao meu, habitado pelo pessoal das grandes cidades que se reunia nas baladas GLS nos finais de semana ou então para animados encontros em parques.

A cada dia crescia a vontade de estar na pele de algum deles, morar também em cidade grande, onde sejamos anônimos e a população seja um pouco mais favorável à homossexualidade – se bem que esse é um fator que varia bastante e não depende muito de cidade.

As coisas iam acontecendo e meu pensamento a mil.

Muitos questionamentos, muitos anseios. Nessa época, graças ao apoio de muita gente que se correspondia comigo, contei à minha família que era gay. Foi um dia que marcou uma reviravolta na minha vida, iniciou-se uma fase dolorida, marcada por lágrimas, mas que me enchia de alegria.

Continuei trilhando meu caminho, assumindo para um amigo e outro, de forma que hoje posso dizer que praticamente todos os amigos que convivem comigo sabem, além de muitas pessoas de meu emprego.

Quais foram as reações? Apoio, respeito e admiração.

Percebi que posso muito bem viver a minha sexualidade de forma sadia em uma cidade pequena, com certas limitações mas sem esconder-me atrás de uma fachada de “machinho”.

Essa minha decisão de assumir a homossexualidade já me rendeu muitas histórias. Muito tenho a falar, mas não vou fazer da minha primeira coluna um livro. Aos poucos vamos conversando e trocando idéias.

Portanto, até o próximo mês, sintam-se a vontade para escrever, opinando sobre minha coluna e também dando sugestões de abordagem dentro ou fora deste tema.

Afinal, você também mora no interior e se sente o único homossexual em sua cidade?

Acho que as coisas podem mudar. Se não fora, dentro de nós mesmos para que assim possamos viver e exercer nossa sexualidade satisfatóriamente dia após dia.

Marcel Guérios (Texto publicado originalmente em 2005 na TVTudo.com)
mguerios@ibest.com.br

sábado, 18 de outubro de 2008

Gilberto Kassab Gay

90% das pessoas que entram aqui é para saber sobre a (suposta) homossexualidade do atual prefeito Gilberto Kassab. Ele é homossexual? Ele é gay? Qual sua relação com o homossexualismo e os homossexuais? Ele deve sair do armário? Ele precisa se assumir? Acreditem ou não mas estas pessoas digitam isso no google e caem aqui.

[caption id="attachment_215" align="alignright" width="152" caption="Gilberto Kassab na Parada Gay"]Gilberto Kassab na Parada Gay[/caption]

Alguns comentam de forma inteligente, outros, agressivos, xingam os homossexuais e a homossexualidade. Obviamente eu não aprovo nenhum destes últimos comentários (e nem quem fala, como que soubesse, que o prefeito é mesmo gay - se ele disse publicamente que não é, quem somos nós para dizer algo contra?). Mesmo porque aqui não é um espaço democrático e sim um site de esclarecimentos sobre a homossexualidade (que não é só meu trabalho - em esclarecer - como também tema principal do meu livro O Armário - www.oarmario.com)

Mas que é interessante, essa "busca" pela homossexualidade do outro (ou de si mesmo projetado no outro?), é. Lembro-me até do meu artigo, sobre a "Fixação gay de um heterossexual", em alertar a população de como o tema homossexualidade desperta tanto fascínio na população. E porque, claro, que este fascínio é possível. Da onde vem a origem da curiosidade da (suposta) homossexualidade alheia? Porque a sociedade precisa se informar mais sobre a homossexualidade e, também, principalmente, da sexualidade humana? De sua própria sexualidade?

Tudo isso é tema de discussão. Caso contrário, ninguém entraria aqui.

Para ler meus outros posts, visite:

http://www.homossexualidade.net/pensamentos/gilberto-kassab-homossexual-e-vida-pessoal
http://www.homossexualidade.net/homofobia/o-povo-de-deus-nao-vota-em-gay

E claro, dê sua opinião! De forma inteligente... ;-)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Gay? Mas você nem demonstra!

Uma das coisas que mais ouço quando as pessoas descobrem que sou gay é: "No início foi difícil acreditar. Você nem demonstra". Surge então o questionamento: O que significa demonstrar? Baseadas em quê as pessoas concluem se alguém é ou não homossexual?

[caption id="attachment_212" align="alignright" width="155" caption="Estereótipos da Homossexualidade - Gay Caricato"]Estereótipos da Homossexualidade - Gay Caricato[/caption]

Estereótipo é a palavra. Falsas construções mentais que surgem e se difundem na sociedade, fortalecidos pelos meios de comunicação. Se é difícil para as pessoas imaginar um gay não efeminado ou uma lésbica não masculina, isso deve-se à força desses pré-conceitos.

Torna-se fácil, então, entender o medo de "sair do armário". Os estereótipos acerca da homossexualidade nos fazem ser taxados de depravados e sem compromisso, além de ainda nos incluírem absurdamente como grupo de risco em relação à exposição ao vírus HIV, nos postos de coleta de sangue.

Numa cidade do interior, os estereótipos reforçam-se ainda mais, devido ao pouco contato com grupos sociais fora dos "padrões de normalidade", como pessoas assumidamente homossexuais. Dessa forma, inicia-se um ciclo que reforça ainda mais os estereótipos. O homossexual, sabendo do estigma que ao carregar esses rótulos estará exposto, tende a se isolar, diminuindo o contato da sociedade com oportunidades de experiências novas e que poderiam derrubar aos poucos os estereótipos.

Outra reação comum que enfrento, junto ao meu parceiro é a conclusão que eu sou o "homem da casa" ou, no âmbito sexual, eu sou o ativo, porque ele demonstra mais ser gay, por ser extrovertido. Mais um estereótipo, mais um questionamento: Precisa parecer "machão" para ser ativo? Todo passivo tem que ser efeminado, ou ainda, todo efeminado é passivo?

Como pessoas "vítimas" dos estereótipos, percebemos que eles não se aplicam a toda a comunidade homossexual (até porque senão não seriam estereótipos). Nós, que nos sentimos atraídos por pessoas do mesmo sexo, somos gays, lésbicas, bissexuais. Somos travestis, transsexuais ou drag-queens. Somos homens efeminados ou não e mulheres masculinas ou feminíssimas e, acima de tudo, não há entre nós melhores ou piores, assim como não sou superior ao meu parceiro somente porque eu "nem demonstro".

Essa é uma questão que não se aplica somente aos homossexuais. É preciso banir qualquer estereótipo, apagar as imagens pejorativas que afetam os grupos sociais estigmatizados. Para isso, deixo aqui duas propostas. A primeira é começar a extinguir os estereótipos por você. Quais são os seus preconceitos? E a segunda proposta é, na verdade, um desafio a fazer algo no seu meio de convívio, respeitando os seus limites, mas com uma dose de ousadia. Promíscuo ou com relacionamento estável, efeminado ou não, mostre às pessoas sua essência, as suas virtudes e que você está acima de qualquer rótulo, como as "bichas" caricatas que estamos acostumados a ver nos programas de humor.

Marcel Guérios (texto publicado orignalmente na TVTudo em 2005)
mguerios@ibest.com.br

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Livros de André Fischer e Juliana Honório

Confira o lançamento do livro Oficinas de Sexualidade para Adolescentes sob o enfoque comportamental, de Juliana Rosa Honório Maziero.

[caption id="attachment_206" align="alignright" width="100" caption="Oficinas de Sexualidade para Adolescentes sob Enfoque Comportamental"]Oficinas de Sexualidade para Adolescentes sob Enfoque Comportamental[/caption]

Quem é a Juliana? Acreditem ou não, uma amiga da faculdade!!!! Sim, cursamos juntos psicologia, dia após dia, incertezas, inseguranças, correria, trabalho, entregas de relatórios, estágios, pacientes, enfim, aquela muvuca toda. Depois perdemos contato (como muitos) e nos encontramos graças ao Orkut. Fiquei surpreso pois ela seguiu carreira acadêmica (hoje é professora universitária) e montou com o maridão um centro de treinamento e estudos (com clínica e tudo em um espaço super gostoso no Tatuapé www.apreendhere.com.br, além, é claro, de também ter escrito um livro!!! (este é o segundo!!). Show de bola!! :-) Quem puder comparecer, anote os dados:

Livro: Oficinas de Sexualidade para Adolescentes sob Enfoque Comportamental
Data e horário: 18 de outubro das 18:00 às 20:00.
Autora: Juliana Rosa Honório Maziero
Local: Serra de Botucatu nº. 1209 – Tatuapé - São Paulo
Telefone: 11-2294-1765

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[caption id="attachment_207" align="alignright" width="100" caption="Livro Como o mundo virou Gay"]Livro Como o mundo virou Gay[/caption]

Aproveitando a onda de lançamentos, o nosso querido André Fischer, um cara super admirado e respeitado, vai lançar amanhã o livro "Como o mundo virou Gay", título super inteligente e que vai dar o que falar no meio dos héteros (risos). Desperta, no mínimo, curiosidade. Os outros três livros do Fischer (não desmerecendo, pelo amor do amor!!)(risos) não me gerou curiosidade de leitura (um é sobre dicas de sexo para mulheres por um homem gay, o outro sobre receitas de um homem solteiro e o ultimo leituras rápidas para banheiro). Mas este, por ele juntar escritos desde 1996 do Jornal da Folha, mais blog, mais sites, etc, tem tudo para ser uma grande obra. Quem puder comparecer, anote os dados:

Livro: Como o Mundo Virou Gay?
Data e horário: 16 de outubro as 19:00.
Autor: André Fischer
Local: FNAC - Avenida Paulista, 901 – Bela Vista
Telefone: 11-2123-2000

Livros gays e literatura homossexual - Indicação e Recomendação

Recomendação de leitura? Confira a lista de alguns livros gls/homossexuais citados na bibliografia do livro sobre a homossexualidade chamado O Armário (www.oarmario.com) de Fabrício Viana. Viana é escritor, gay e bacharel em psicologia. Antes, assista a um vídeo do MeuPrazerLiterário:


http://www.youtube.com/watch?v=Xmn_p1TjhrI

LiteraturaDUARTE JÚNIOR, João Francisco. A política da loucura. Campinas: Editora Papirus, 1983.
Comentário do Autor: Ótimo para entender os processos de fabricação da loucura dentro do ambiente familiar, além da autoridade dos pais sobre seus filhos e o desenvolvimento do “falso eu”.


FADIMAN, James e Robert Frager. Teorias da Personalidade. São Paulo: Editora Harbra, 1979.
Comentário do Autor: Um resumo das principais teorias da psicologia sobre a personalidade humana, processos psíquicos e seus teóricos.


FRY, Peter e Edward MacRae. O que é Homossexualidade? São Paulo: Editora Brasiliense, 1985.
Comentário do Autor: Uma introdução rápida (mas não completa) sobre a homossexualidade. Embora tenha sido escrito em 1985, muitas informações que constam nele ainda são primordiais.


GAARDER, Jostein e Victor Hellern e Henry Notaker. O Livro das Religiões. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.
Comentário do Autor: Para quem acha que só existe o cristianismo no mundo, precisa ler - com certeza - este livro.


GOLIN, Célio e Luis Gustavo Weiler. Homossexualidade, cultura e política. Porto Alegre: editora Sulina, 2002.
Comentário do Autor: Ótimo como uma complementação aos estudos sobre a homossexualidade.


ISAY, Richard A. Tornar-se Gay  - O caminho da auto-aceitação. São Paulo: Editora  Edições GLS, 1998.
Comentário do Autor: A narração, exemplo e histórias são excelentes. Apenas a leitura é um pouco complicada para leitores leigos, já que o autor utiliza muitos termos técnicos. Mesmo assim, recomendo!


MOTT, Luiz. Homossexualidade: Mitos e verdade. Salvador Bahia: Editora Grupo Gay da Bahia, 2003.
Comentário do Autor: Luiz Mott é um dos maiores pioneiros na militância e luta pelos nossos direitos. Merecendo nosso profundo respeito e admiração. Neste livro podemos encontrar sua visão de homem e de mundo frente a homossexualidade.


NUNAN, Adriana. Homossexualidade: do preconceito aos padrões de consumo. Rio de Janeiro: Editora Caravansarai, 20003.
Comentário do Autor: Adriana conseguiu reunir, em um único livro, muitainformações a respeito da homossexualidade, focando diversos prismas.


REICH, Wilhelm. A Função do Orgasmo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1979.
Comentário do Autor: Apenas um complemento do quanto é importante termos um orgasmo pleno e satisfatório. A leitura é bastante técnica e difícil para leigos.


REICH, Wilhelm. A Revolução Sexual. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977.
Comentário do Autor: Fala sobre repressão e libertação, também tem leitura difícil. Mas importante para entender a repressão da sexualidade frente ao autoritarismo. Deve-se levar em conta que foi editado em 1977, com outro panorama sócio-cultural. E muitas coisas daquela época, trazemos até os dias atuais.


RICHTER, Horst Eberhard. A família como paciente. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1996. Comentário do Autor: Sobre dinâmicas familiares, já citado no livro. É ótimo para psicólogos e profissionais ligados ao estudo das relações familiares.

SILVEIRA, Nise da. Jung Vida & Obra. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1997.
Comentário do Autor: Cito muito a psicologia analítica, a psicologia de Jung, onde me especializei na faculdade. Para quem deseja conhecer mais, este livro é um dos melhores. Proporcionando uma ótima introdução.


SPENCE, Colin. Homossexualidade uma história. Rio de Janeiro: Editora Record, 1999.
Comentário do Autor: Quando me pedem livros para recomendar, para um estudo mais aprofundado sobre a homossexualidade, este é o terceiro livro que sempre recomendo. Sua leitura é fundamental.


TELES, Maria Luiza Silveira. O que é neurose? São Paulo: Brasiliense, 1990.
Comentário do Autor: Apenas uma introdução sobre os conflitos psíquicos.


TREVISAN, João Silvério. Devassos no Paraíso – A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade. São Paulo:  Editora Record, 1986.
Comentário do Autor: Ainda sobre os livros que eu recomendo, que são fundamentais, este é o segundo cuja leitura é obrigatória. O Trevisan, hoje meu amigo, revelou toda a história (escondida) no Brasil sobre a homossexualidade. O livro é grande, mais de 500 páginas, mas vale - e muito - sua leitura.


TREVISAN, João Silvério. Seis balas num buraco só – A crise do masculino. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.
Comentário do Autor: Dos três livros que sempre recomendo, este fica em primeiro lugar. De todos, é o mais interessante e profundo, onde o Trevisan desvenda todo o funcionamento e mecanismo do machismo, citando exemplos, casos e muita informação. A leitura não é muito fácil para leitores leigos, mas um esforço vale muito a pena. Se tiver em dúvidas sobre qual livro começar a estudar profundamente a homossexualidade, escolha este!

domingo, 12 de outubro de 2008

Gilberto Kassab, homossexual e vida pessoal

Que absurdo! Toda a imprensa esta de olho na vida pessoal de Gilberto Kassab! Ele é gay? Homossexual? Prepare-se para uma grande e aterrorizante resposta: sim, ele é um SER HUMANO!!

[caption id="attachment_185" align="alignright" width="154" caption="Fabrício Viana"]Fabrício Viana[/caption]

Achou a resposta um pouco desapropriada? Então entenda uma coisa que eu vivo falando em sites, jornais, revistas e programas de TV que participo: Existe uma busca absurda (e até neurótica) pela homossexualidade do outro (ou a homossexualidade oculta de si mesmo projetadas no outro!!).

Sim, duvidar da sexualidade de alguém, principalmente de homens, saber que ele não desempenha mais suas qualidades masculinas e esta mais próximo das femininas (dinâmica machista citada no meu livro O Armário - www.oarmario.com), principalmente em época de eleições (lembre-se que política é um jogo de poder) é algo deprimente! E isso não acontece apenas com nosso Gilberto Kassab. Isso acontece com todos e a todo o momento, seja na escola, trabalho, faculdade, vizinhança, etc. As pessoas estão constantemente preocupadas mais com a sexualidade alheia do que com a própria.

Navegando em alguns sites li que "Se Gilberto Kassab for gay, ótimo, ele será um excelente prefeito!". Embora a visão positiva da homossexualidade me conforte nesta frase, não é sendo gay ou não sendo gay que ele foi ou será um bom prefeito. Gays e heterossexuais existem de tudo quanto é tipo e gosto. Bons e ruins. Calmos e agressivos. Não é a orientação sexual que irá definir isso. Nem dele e nem de ninguém.

Pior é que tudo isso começou depois que Gilberto Kassab recusou assinar um abaixo assinado contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia em um encontro religioso. Com a força de alguns religiosos ignorantes (não devemos condenar todos os religiosos, claro!) mais a propaganda política de Marta questionando a vida pessoal do prefeito, tudo leva a busca de sua suposta homossexualidade.

E quem paga o pato, novamente, somos nós, homossexuais que mais uma vez somos sinônimos de algo ruim, negativo, segundo plano, lixo. Se Gilberto Kassab é gay, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab é hetero, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab é bissexual, isso só diz respeito a ele. Se Gilberto Kassab não gosta de sexo, isso só diz respeito a ele.

Vamos parar com essa conversa fiada. Vamos parar de cuidar da vida (e da sexualidade) dos outros. Vamos cuidar mais da nossa própria sexualidade. Vamos olhar para nós mesmos e pensar: eu transei bem gostoso com o meu amor nesta semana? Consegui um orgasmo ótimo que relaxou todo o meu corpo? Dando um curto circuito energético que me fez aliviar de todas as tensões e stress do dia-dia? Como Eu ando na cama? Ando realizando todas as minhas fantasias? Tenho desejos reprimidos? Até mesmo homossexuais?

Galera, vamos acordar e especular menos da vida alheia. E mais, tanto Marta quanto Kassab fizeram reuniões com o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e deram seu apoio as causas homossexuais. Fora isso, não tem mais nada a sondar, pesquisar ou deturpar. O que a sociedade precisa é de menos polêmica e mais informação (principalmente sobre a homossexualidade!!!)

sábado, 11 de outubro de 2008

Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino?

Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino?

A resposta é dada no livro O Armário de Fabrício Viana. Nele, Viana esclarece com informações sérias a história da homossexualidade, a condenação religiosa, as neuroses, conflitos, entrada e saida do armário e muitas outras questões a respeito da homossexualidade. O livro já está na 2ª edição e Viana, homossexual assumido e bacharel em psicologia, já participou de programas como o de Ana Maria Braga, Mulheres Dez, entre outros. Para ler trechos, assistir vídeos ou ver a opinião de leitores, acesse: www.oarmario.com

[caption id="attachment_173" align="alignnone" width="555" caption="Livro sobre a Homossexualidade"]Livro sobre a Homossexualidade[/caption]

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Um homossexual pode deixar de ter tais desejos?

"O autor cita trechos de livros, reportagens, estudos e discursos de pessoas conhecidas como a sexóloga Marta Suplicy e o psicólogo/militante Fabrício Viana (O Armário) para endossar sua teoria que é possível o homossexual deixar de sentir desejo por outros homens." Por Pedro Marra (em recente matéria do ParouTudo)

Nunca falei, em lugar algum, que um homossexual pode deixar de ter desejos homossexuais. Muito pelo contrário, ele pode e deve ser feliz do jeito que ele é. Todo meu trabalho, site, artigos, livros, falas, palestras, tudo gira em cima disso. Não sei qual a deturpação que o autor faz em meu nome. Autor de um livro que eu me recuso a comentar aqui (e dar publicidade a ele). Hoje me mandaram email, perguntando se eu realmente acredito na mudança a orientação sexual. A mudança da orientação sexual existe sim, mas se partir da própria pessoa, vim de dentro e não sendo influenciada por terceiros, doutrinas, religiões, psicanálise, etc. Se eu tenho desejos homossexuais, não conseguirei deixá-los de lado (um desejo reprimido fica mais forte ainda!!). Assim como um heterossexual não consegue deixar seu desejo heterossexual de lado.

Para ajudar, segue trechos da página 124-125 do meu livro O Armário 

Bagunça de informações

E muitos querem, graças a preocupação quase obsessiva que possuem em saber qual é a origem da (sua?) homossexualidade. Pois até hoje ninguém conseguiu dar uma palavra final sobre o assunto. Existem especulações e muitas teorias biológicas e psicológicas. Cromossomos, identificação com a mãe, complexo de Édipo ou Electra e assim por diante. Mas nada concreto. Porque simplesmente não existe. O que existe é uma série de fatores que faz com que os desejos sejam orientados (por isso se diz “orientação sexual” e não “opção sexual) a um objeto externo. 


Quem perde com o desencontro de informações corretas e fidedignas é a sociedade e, principalmente, nós homossexuais. É notório que muitos não sabem a diferença – e que são gritantes – de uma travesti, uma transexual ou um homossexual. É "tudo a mesma coisa". E não é! 


Outro dia, para termos idéia da gravidade de tudo isso, eu estava lendo um texto em um website religioso que dizia que a origem da homossexualidade se dava por meio de abuso sexual do homossexual quando mais novo. E que, graças a isso, ele cresceria homossexual, se relacionaria apenas com crianças e sentiria uma necessidade compulsiva de ter relacionamentos com animais.


Quando eu leio artigos desse tipo (e existem muitos), a primeira coisa que imagino é na quantidade de pessoas que terão contato com ele e que tomarão aquilo como verdade absoluta. E isso não só está errado como é uma afronta à minha própria identidade, enquanto homossexual. Eu nunca fui abusado sexualmente, não tenho desejos por crianças e muito menos por animais. Como alguém pode escrever aquilo? Com base em quê? Quais os estudos que dizem ou provam o que ele diz? Nenhum. Mas esta lá, publicado para quem quiser ter acesso.



Resumidamente, as possibilidades que movem esta orientação são tão grandes que se eu quisesse poderia pegar um heterossexual, analisar sua infância, seus complexos, desejos e fixações e detalhar, com base em algumas observações, como ele se tornou heterossexual. Mas o que irei encontrar são fragmentos de algo muito mais complexo do que aqueles que estarei narrando. Afinal, é assim que um desejo sexual é criado. E por isso ele também é maleável. Podendo ter meu desejo sexual orientado hoje por alguém do mesmo sexo e futuramente pelo sexo oposto. Ou o contrário, hoje ser heterossexual e amanhã homossexual. Ou ainda os dois, pois na sexualidade humana tudo é possível. Nela estas classificações e "regras" – criadas por nós – não existem.

Alias, esse é um dos problemas da homossexualidade, nossa busca constante por uma classificação, origem ou outras especulações. Coisa que não existe na heterossexualidade. Alguém já viu uma monografia científica ou uma teoria de como alguém torna-se heterossexual? Não existe. E a sexualidade não é fechada em si mesmo. "



Além do mais, o autor cita em seu blog que quem quiser deixar de ser homossexual deve procurar o grupo Exodus Brasil e outro grupo religioso que prega a "cura da homossexualidade". Concordo que cada um é cada um e tem a liberdade de acreditar e tentar mudar o que quiser em si mesmo, mas, definitivamente, em anos de estudos e militância posso dizer que tudo isso é uma grande furada. Um desejo homossexual não pode ser elimidado, pode ser reprimido e esquecido (geralmente por pouco tempo), mas não eliminado! Então, o jeito mesmo é cada um ser feliz do jeito que é. Assumir (para si e depois para os outros) seus desejos homossexuais. Sair do Armário. Quem me conhece sabe, mais do que nunca, que este sempre foi e será meu discurso. Até em videos e entrevistas que já dei na TV.

Peter Mullen: sodomia pode prejudicar a saúde

Peter Mullen, reverendo de 66 anos, disse em seu blog que homossexuais devem tatuar em seus corpos a frase: ´sodomia pode prejudicar a saúde´. Igual como é feito em caixas de cigarros.

Rev Peter Muller Homofobico NazistaA declaração homofóbica, preconceituosa e nazista do ancião é noticia em todo o mundo. Para piorar, depois da confusão ele disse que seus comentários são apenas piadas, que ele tem amigos homossexuais e não tem nada contra eles.

Nada contra eles? Piada? Nem para assumir seus atos o desgraçado tem coragem!! Que cara mais ridículo!! (literalmente, a cara dele é ridícula também)

Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais

Lançamento do novo livro de Edith Modesto:
  
"Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais"

Quando: 18 de outubro, sábado, das 19 às 22 horas. Às 20:30h haverá um bate-papo com os amigos.

[caption id="attachment_155" align="alignnone" width="226" caption="Edith Modesto - Mãe sempre sabe?"]Edith Modesto - Mãe sempre sabe?[/caption]

Onde: Shopping Pátio Paulista - Saraiva MegaStore (próx. Pr. Oswaldo Cruz, no final da Av. Paulista).

Não saia do armário por pressão, saia por opção!

Não gosto muito o termo “fora do armário”, mas estou nesta condição desde o começo da minha adolescência. Com apenas 14 anos chamei minha mãe para uma conversa e abri o jogo sobre minha orientação sexual. A casa caiu! Meu pai ficou sabendo no mesmo dia e então o circo estava armado.

[caption id="" align="alignleft" width="120" caption="Erik Galdino"]Erik Galdino[/caption]

Algum tempo depois a situação caiu no esquecimento, na verdade um refúgio que eles encontraram para não se corroerem com a questão que os desagradava, mas me pressionaram a algumas incursões religiosas e psicológicas. Seis meses depois tudo estava como antes.

Aos 17 anos o assunto voltou a tona de uma forma muito chata, meus pais leram algumas conversas que mantinha com um amigo através do quase finado ICQ, mas foi um momento importante, no qual decidi não mais deixar cair no esquecimento que eu gosto de homens.

De lá para cá muita coisa aconteceu. Trabalhei em projetos sociais para conscientização da homossexualidade sob a ótica da realidade e não de uma construção errada que muitos pais e familiares fazem sobre a questão como, por exemplo, achar que todo gay tem vontade de ser mulher e está em fase de transição para ser travesti.

Na ocasião em que estava envolvido com projetos sociais tinha uma opinião muito radical, que todo homossexual deveria rasgar o verbo e gritar aos quatro cantos sua orientação sexual. Incentivava meus amigos próximos a assumir para suas famílias, nos seus ambientes acadêmicos e profissionais.

Hoje entendo exatamente o motivo desse meu posicionamento: eu vivia – e ainda vivo – uma condição que me permite tudo isso. Estudava em colégio bacana, onde ser gay não era problema, estava imerso no mundo gay, quase todos os meus amigos eram homossexuais e vivia em um bairro que dificilmente seria submetido a ações preconceituosas e além disso tudo estava com a minha sexualidade muito bem definida.

Porém nem todo mundo é assim. Sabemos que muitos homossexuais são agredidos verbalmente e fisicamente todos os dias, empresas ainda demitem com base na orientação sexual de seus empregados e a maioria da população brasileira vive em zonas periféricas onde não a violência impera.

E como sempre digo “que bom que o ser humano evolui”. Fico feliz em ter mudado de opinião sobre isso. Não acho de bom tom o posicionamento de militantes que criticam pessoas que estão na mídia e é sabida sua homossexualidade ou bissexualidade de não se assumirem.

Mesmo que públicas, a orientação sexual é uma questão de foro íntimo, assumir ou não é uma decisão pessoal e deve ser respeitada. Se no passado queria ver todo mundo se assumindo, hoje quero as pessoas bem consigo mesmas, bem com sua orientação sexual e sair ou não do armário é uma decisão que deve ser tomada com cautela e avaliado todas as conseqüências que isso pode trazer para sua vida.

Erik Galdino, 28/06/2007, São Paulo

Italo Cardoso é eleito em São Paulo - Por Julian Rodrigues

Não poderia deixar de registrar o fato importante que foi, para nós, LGBT paulistanos, a eleição do Italo Cardoso (PT), para vereador em São Paulo.

 



[caption id="" align="alignright" width="80" caption="Italo Cardoso"]Italo Cardoso[/caption]

Italo
é um quadro histórico da luta pelos direitos humanos na capital, apoiador, desde a primeira hora, do movimento LGBT, inclusive da Parada do Orgulho. Italo teve o apoio de parte expressiva de lideranças do movimento paulistano, como Xandão, presidente da APOGLBT, Lula Ramires, do Corsa e Beto de Jesus do IEN.

 

Italo teve 30541 votos, e, com certeza será um aliado de toda/os que lutam contra todo tipo de opressão e por políticas públicas inclusivas e universais em nossa cidade.

 

Abs e obrigado pelo apoio

 

Julian Rodrigues

Candidatos LGBT eleitos em 2008

Política e Direitos dos homossexuais: Dos 88 candidatos a vereador e prefeito que eram gays, lésbicas ou travestis, apenas 4 conseguiram se eleger nas eleições de 2008:

Léo Kret – PR – Salvador/BA
Moacyr Sélia – PR – Nova Venécia/ES
José Itaparandi – PTB – Paço do Lumiar/MA
Sander Simaglio – PV – Alfenas/MG

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Léo Kreft é travesti e foi eleita vereadora em Salvador!

Léo Kreft é travesti e ocupará um cargo na Câmara dos vereadores de Salvador, Bahia. Venceu em 4º lugar com mais de 12 mil votos e competiu com mais de 800 candidatos! E viva Salvador!

Léo Kret - Travesti e eleita Vereadora de Salvador - 2008"Para ser uma bicha bonita não é preciso mexer no corpo, colocar peito ou silicone, comigo as outras vêem que podem ser o que são e pronto; Sou uma pessoas simples, ingênua e amável. Sempre gostei de dançar e quando eu vejo a satisfação do povo me sinto feliz; Eu adoro música romântica para escutar, para pensar nos amores, mas o que me empolga mesmo é o pagodão, quando eu subo num palco, com salto ou sem salto, boto madeira pra descer. Sobre o convite que recebeu para figurar como a Princesinha da VI Parada Gay da Bahia sempre sonhei em subir num trio e dar o meu nome a Leo kret na Parada Gay o título de Princesinha foi ótimo, e quando li que sou como uma fadinha e que vou conquistar todo mundo, eu adorei. Vou fazer por merecer viu! Como fada vou fazer o milagre de tornar todos felizes."

Citações de Léo Kreft feitas no site http://www.marccelus.com (crédito da foto também do portal Marccelus)

domingo, 5 de outubro de 2008

João Paulo Magalhães, diretor-geral do Portal ZONAMIX.com.br

"Sair do armário é sempre uma decisão difícil e que deve ser muito bem pensada. A minha veio logo depois do falecimento de minha mãe, quando estávamos todos ainda muito sentidos.

João Paulo Magalhães - Zona Mix

Meu pai sofreu, mas principalmente pela reação hipócrita da família, que paradoxalmente me trata bem.

 

Hoje, um ano depois, me orgulho de ser quem sou e do que faço.

Orgulho-me de ter tido a honra de conversar, olho no olho, com meu pai.

Ele soube por mim e hoje eu me sinto muito mais filho do que nunca."

(João Paulo Magalhães - 22 anos, diretor-geral do Portal ZONAMIX.com.br)

Ana Maria Rodrigues Ribeiro, in memoriam

"Sabe por que seus pais não te entendem? Porque vocês não contam pra eles!

NÃO AO ARMÁRIO! NÃO AO ARMÁRIO!
"

(Frase da Dra. Ana Maria Rodrigues Ribeiro, fundadora do AFAGHO - Apoio a Familiares e Grupos de Homosexuais durante a Parada de Campinas, 26/06/05)

Homossexualidade: reprimir é negar a essência!

Homossexualidade: reprimir é negar a essência!

A definição de essência, segundo alguns filósofos, é “aquilo que faz uma coisa ser ela mesma e não outra”. Já a definição de repressão, segundo o dicionário Aurélio, é “ato ou efeito de reprimir (-se), isto é, não deixar que aconteça, ou que prossiga, se manifeste, se movimente, se desenvolva; conter, coibir, refrear. Não fazer ou não completar (gesto, expressão de sentimento); disfarçar. Oprimir. Punir, castigar. Dominar, controlar ou moderar as próprias ações”. Sendo assim, quando alguém se reprime ou é levado a reprimir-se nos aspectos constitutivos do seu ser, essa pessoa estará deixando de ser ela mesma para ser outra. Estará falseando a sua própria realidade enquanto ser, realidade existencial.

[caption id="attachment_152" align="alignleft" width="200" caption="Homossexualidade"]Homossexualidade[/caption]

No que concerne à questão da orientação (uso o termo orientação ao invés de opção, por achar que opção é da ordem do fazer e orientação é da ordem do ser) sexual homossexual, contemplo um fenômeno semelhante ao que expus anteriormente.

Quando um homossexual assume-se enquanto homossexual perante ele mesmo ou perante ele e a sociedade, vejo que é o passo inicial para que consiga galgar os demais passos no processo de autoconhecimento. O segundo passo a ser desenvolvido, talvez, seja a atitude de aceitação dessa orientação sexual, isto é, daquilo que faz dele o que ele é, portanto, sua homossexualidade. Com essa aceitação é provável que começará a canalizar, direcionar suas energias, instintos, desejos, vontades e etc. A partir de então dará início a uma nova fase de sua vida sexual ou no processo de descobertas dessa vida sexual, que a meu ver é o terceiro passo o qual chamo de fase da administração daquilo que já assumiu e que já aceitou. Nesse atual estágio da vida e das descobertas, a pessoa transformará o pseudoproblema da homossexualidade numa situação natural (não uso o termo normal para não incorrer no binômio: normal versus patológico) e confortável na sua própria existência (no seu ser) e perante a sociedade como um todo.

Por outro lado, quando alguém que tem uma orientação sexual e desejos homossexuais, mas os nega, em função de uma repressão social ou por um sentimento de auto-repressão, essa pessoa viverá negando algo que é parte constitutiva do seu próprio ser, isto é, que é essencial a sua existência. Ao negar o que é essencial em seu ser, tenderá a construir algumas possibilidades de suprir aquela falta do que é negado por ele mesmo, vivendo, conseqüentemente uma vida que não é dele, ou melhor, vivendo sem ser ele mesmo. Será um “enrustido” ou “viverá no armário”, como é sentenciado pelos homossexuais mais resolvidos, que já se assumiram, aceitaram-se e administram sua homossexualidade de forma tranqüila e salutar.

Portanto, faz-se necessário a partir do momento que uma pessoa entre em contato com os seus desejos mais profundos e perceba uma orientação para a sua homossexualidade, que busque informações a cerca do assunto com profissionais competentes (por competência entendo aqueles que agem guiados pelo conhecimento e pela sabedoria e não pautados no pré-conceito e na opinião) para que o ajude nesse processo de descoberta e desenvolvimento sexual. Essa busca de conhecimento e autoconhecimento deverá se feita através do contato com o saber acumulado de geração em geração (existem ótimas bibliografias) e também através do contato com os próprios sentimentos, pois estas duas diretrizes levarão o homossexual, quase que naturalmente, ao tripé necessário a sua realização pessoal: assumir, aceitar e administrar a sua homossexualidade. E com isso livrando-se da hipocrisia que assola nossa sociedade dita pós-moderna em algumas direções e tão retrógrada em outras, pois força a repressão dos aspectos constitutivos dos seus indivíduos, onde o que vale é a ordem do discurso e o faz-de-conta. E, onde o real e o essencial, muitas vezes, são substituídos por formas artificiais e superficiais de se viver.

Prof. Miguel Gomes (publicado na TVTudo em 2005)

Homossexualidade: patologia sexual?

Homossexualidade: patologia sexual? Nos últimos dias, tivemos notícias de casais homossexuais sendo discriminados e repreendidos dentro das universidades.

No dia 07 de outubro de 2005 uma reportagem do jornal Folha de São Paulo (página C1) noticiaram o exposto acima.

O primeiro caso, em resumo, traz a notícia de um casal de duas garotas que estavam na cantina da Universidade de São Paulo (USP) quando foram abordadas por uma policial militar após esta ter visto uma no colo da outra e ao trocarem um beijo, um “selinho” de acordo com o casal. Já a versão da PM: “as duas se beijavam de forma acintuosa e trocavam carícias nas partes íntimas, o que configurou ato obsceno”. No entanto, os depoimentos das pessoas que estavamem companhia do casal, assim como as que presenciaram o fato estão de acordo com o dito do casal.

Tirem suas conclusões...

Também no mês de setembro, de acordo com outra reportagem do mesmo jornal (página C1), “por estarem se beijando, dois estudantes homossexuais foram repreendidos por um segurança no campus da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) em São Gonçalo (região metropolitana do Rio). O fato ocorreu em setembro e gerou protestos de grupos que combatem a discriminação de homossexuais”.

Em outra universidade, localizada no interior do centro-oeste paulista, são ministradas aulas de Medicina Legal cujo conteúdo programático esta incluído o estudo das patologias sexuais. De acordo com as aulas “os desvios de conduta sexual (parafilias) ocorrem quando as vias normais para sua satisfação não forem atendidas”.

Entre as “modalidades parafílicas e modificações do instinto sexual” estão incluídas “o homossexualismo: tendência a prática sexual com indivíduos do mesmo sexo. Nas mulheres é também chamado de lesbianismo”.

As causas do “homossexualismo” e “lesbianismo” são também explicados de forma muito lógicas, racionais e criteriosa (existe alguma causa??!!): “manisfesta-se principalmente em presídios, colégios, internatos, conventos”. Agora está explicado....

Mais esclarecedor é a explicação sobre o que é etiologia como causa do lesbianismo, sendo a “decepção com homens, receio de gravidez, maus tratos do marido, solidão”.

Se pensarmos que essas aulas devem ser ministradas a centenas ou milhares de alunos, podemos constatar a gravidade do fato.

Em pleno século XXI, permitir que isso ocorra em uma universidade, no mínimo, nos leva a duas hipóteses: 1º) todos são inocentes e não sabem que em 1973 a Associação Psiquiátrica Americana retirou a homossexualidade da lista de transtornos mentais, decisão essa que foi seguida pela Associação Americana de Psicologia, pela Associação Brasileira de Psiquiatria, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Organização Mundial de Saúde; ou 2º) são todos conscientes do que fazem e pactuam de uma forma ou de outra com a discriminação, preconceito, com as mortes de homossexuais por crimes de ódio e outros atos de intolerância.

Tirem suas conclusões....

(Originalmente publicado na TVTudo.com em 2005)

sábado, 4 de outubro de 2008

O povo de Deus não vota em gay

Panfleto que revela a intolerância, ignorância e preconceito contra homossexuais por uma parte de religiosos homofóbicos. O que mais me perturba, além das mentiras sobre o Kassab, é como eles "usam" a homossexualidade para deturpar fatos, acontecimentos, etc. Tudo baseado nas "leis de Deus". Gente, vai ser burro assim lá na puta que pariu!!!

Segue trechos e créditos: http://www.fotolog.com/adoraaando/54168202 (que encontrou o panfleto no chão do metrô Belém):

[caption id="attachment_115" align="alignnone" width="500" caption="Povo de Deus não vota em Gay"]Povo de Deus não vota em Gay[/caption]


- "O povo de Deus, que preserva e valoriza a família, não vota Kassab. Ele é gay. Seu número verdadeiro é 24."
- "Tem gente que apóia casamento entre pessoas do mesmo sexo. O prefeito Kassab sai na frente, já convive com seu marido."
- "Ninguém vê o Kassab comentar sobre sua família na TV ou qualquer lugar. Não pode apresentar seu homem."
- "Kassab proibiu a marcha para Jesus na Av. Paulista, mas permite, participa e apóia a vergonhosa passeata gay."
- "Kassab fechou casas noturnas de mulheres e nunca fez nada contra boates Gays e casas de massagens freqüentadas por homossexuais."

 

Que lixo não? Usar nós, gays, para tentar difamar o Kassab. Até quando gay será sinônimo de coisa ruim? Que foda... por isso que passarei a minha vida inteira criando, militando e gerando re-educação sobre a homossexualidade... estas coisas me irritam profundamente...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Devassos no Paraíso - A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade

Se você nunca leu nenhum livro sobre a homossexualidade e pretende se aventurar em algum deles, não deixe de ler "Devassos no Paraíso" de João Silvério Trevisan. Como um amigo me disse certa vez, é o tipo de livro que você tem que deixar perto da cama, para que possa ler e reler quase todos os dias.

[caption id="" align="alignleft" width="100" caption="Devassos No Paraíso - João Silvério Trevisan"]Devassos No Paraíso - João Silvério Trevisan[/caption]

Também pudera, Trevisan conseguiu ao longo de muitos anos vasculhar e contar a história da nossa homossexualidade, a homossexualidade brasileira que até então não existia na maioria dos livros. Ele fez uma rica pesquisa e narra várias histórias acontecidas em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, entre outros lugares desde o período colonial.

Nele você vai encontrar diversos assuntos, autores e personalidades gays que nunca se assumiram e que suas famílias lutam até hoje para que os mesmos não sejam enquandrados como "homossexuais", a rica história da AIDS para que você possa entender porque a ligação entre gays e essa terrível doença persiste até hoje em algumas pessoas, a história do movimento homossexual brasileiro, hipocrisia da Igreja, entre outros. O livro com mais de 600 páginas é realmente fabuloso. Por enquanto é um dos meus preferidos e também é o que mais indico aos amigos.

Devassos no Paraíso - A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade
João Silvério Trevisan
Editora: RECORD
Leitura e análise: Fabrício Viana

Comprar:

Devassos No Paraíso

Desclandestinidade - Um homossexual religioso conta sua história

Neste livro, Pedro Almeida conta sua história pessoal dentro de um ambiente religioso incluindo família e trabalho. Narra seus pensamentos, seus medos e suas angústias passadas ao se descobrir homossexual. Conta ainda como entrou no serviço militar e seu longo trabalho dentro da Legião da Boa Vontade (LBV).

Alias, na LBV foi onde acabou conhecendo e se apaixonando por Franklin. Este era o filho de Antônio Paiva Netto - fundador da LBV. Infelizmente o relacionamento não foi bem visto pelo pai e também pela Instituição, mas a força do amor existente entre os dois é tão grande que dura até os dias de hoje. Excelente leitura que nos mostra que, indepentende do ambiente em que somos criados, independente das forças maiores que nos impedem, nós podemos excercer nossa sexualidade, nossos desejos homoeróticos e, quem sabe, como Pedro Almeida, encontrar o grande amor da nossa vida.

Desclandestinidade - Um homossexual religioso conta sua história
Pedro Almeida
Editora: Edições GLS
Leitura e análise: Fabrício Viana

Para comprar:

Desclandestinidade

Uma Luz Para Davi de Marli Porto

Davi é filho de uma menina de rua que, após ser estuprada, enfrenta a prostituição para sobreviver. Entre seus vários relacionamentos, ainda adolescente, assume a gravidez em meio a miséria e a solidão.

Uma Luz Para Davi - Marli PortoAos 5 anos Davi perde a mãe em conseqüencia de uma overdose. Sem qualquer vículo familiar, é conduzido a um orfanato, fugindo aos treze anos. Carregando apenas uma bagagem de esperanças, chega à cidade de São Paulo. Perdido dentro da realidade, já debilitado e sem forças para prosseguir.

Marli Porto nasceu na cidade de São Paulo, onde viveu uma infância feliz ao lado dos pais e irmãos. Na adolescência e juventude, dividiu seu tempo entre o trabalho e os estudos, mas sempre que havia uma oportunidade, escrevia contos e poesias para os amigos. Nessa época, seu grande sonho era escrever um livro. Contudo, os caminhos da vida arquivaram seu sonho. Estudou ciências econômicas e vários cursos relacionados a essa área, entre eles, matemática financeira e estatística empresarial. Em 1990, encerrou sua carreira, passando a lecionar na rede de ensino estadual. Quando, finalmente, no ano de 2000, iniciou seus trabalhos literários escrevendo livros infantil e infanto-juvenil, teve participações em coletâneas " Conta Brasil 2002 " e " Poesias Brasil 2003 " (ambas através de concurso nacional) e uma rápida passagem como cronista na gazeta do seu bairro. Mas foi em 2003 que realizou seu grande sonho como autora de “Uma Luz para Davi”.

SERVIÇO:

Uma luz para Davi
Marli Porto
Scortecci Editora
ISBN 85-366-0744-0
Romance - JS 4158
Formato 14 x 21 cm - 248 páginas
1ª Edição - Ano 2006

COMPRAR:

Uma Luz Para Davi - Marli Porto

Ministério da Cultura concede Ordem do Mérito Cultural à Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Ministério da Cultura concede Ordem do Mérito Cultural à Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Cerimônia de premiação será dia 7 outubro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a presença do Presidente Lula.

A Ordem do Mérito Cultural, instituída pelo art. 34 da Lei n.º 8.313, de 23 de dezembro de 1991, e regulamentada pelo Decreto n.º 1.711, de 22 de novembro de 1995, tem por finalidade premiar personalidades nacionais e estrangeiras que se distinguiram por suas relevantes contribuições prestadas à cultura.

O conselho da Ordem do Mérito Cultural é composto pelo Ministro de Estado da Cultura que o preside na qualidade de Chanceler, e pelos Ministros de Estado das Relações Exteriores, da Educação e da Ciência e Tecnologia, e conta ainda com uma Comissão Técnica, que este ano, apreciou o mérito de 782 propostas de nomes para membros da Ordem. Dentre as indicações esta Comissão acatou 46 méritos, incluindo o da ABGLT.

A solenidade de premiação está marcada para o dia 07 de outubro de 2008, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Ministro de Estado da Cultura interino, Juca Ferreira.

Para Toni Reis, presidente da ABGLT, esse é um evento ímpar de reconhecimento do trabalho da Associação. “É com alegria que vejo os resultados de muitos anos de militância da ABGLT e do movimento LGBT como um todo: a I Conferência Nacional, as conquistas do Brasil sem Homofobia, a inserção de nosso país na agenda internacional e agora a Ordem do Mérito consagram os esforços de muitos brasileiros que lutam para ver o mundo livre da homofobia”, declarou.

Sobre a ABGLT

[caption id="attachment_102" align="alignright" width="350" caption="Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais"]ABGLT[/caption]

A ABGLT foi fundada em 31 de janeiro de 1995, por 31 grupos LGBT. Atualmente a ABGLT tem 203 organizações afiliadas de todo o Brasil. Sua missão é: promover a cidadania e defender os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.

A ABGLT surgiu como uma instância nacional de representação das manifestações da cultura LGBT e tem desenvolvido um papel significativo na promoção da cidadania destes segmentos da população, inclusive incentivando o aumento de sua visibilidade, como é o caso do crescente número de Paradas LGBT em todo o país. Em 2008, há pelo menos 140 paradas no Brasil. Em 1995, uma das primeiras paradas foi realizada em Curitiba quando da fundação da instituição.

A ABGLT tem sido parceira do Governo Federal, contribuindo de diversas formas para que a cultura LGBT seja promovida através de políticas públicas. Exemplos disso são a colaboração na elaboração e na implantação e implementação do Programa Brasil Sem Homofobia, o papel de articulação na realização da I Conferência Nacional LGBT, a representação em Grupos de Trabalho LGBT nos Ministérios da Cultura, Educação, da Saúde e da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A ABGLT também tem vaga no Conselho Nacional de Saúde e no Conselho Nacional de Combate à Discriminação.

Desde 1999, a ABGLT tem sido parceira do Programa Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde, e neste período capacitou 274 grupos LGBT novos ou incipientes nas áreas de desenvolvimento organizacional, advocacy e prevenção das DST/AIDS. Em 2007, 86 dos municípios em que este projeto de capacitação está presente realizaram Paradas LGBT.

Outras linhas prioritárias de atuação da ABGLT incluem:

  • O monitoramento do Programa Brasil Sem Homofobia;

  • A defesa da livre orientação sexual e identidade de gênero no âmbito do Mercosul;

  • Capacitação de lideranças lésbicas em direitos humanos e advocacy;

  • Capacitação de profissionais do Direito em questões de cidadania LGBT.

  • Promoção do Estado Laico e combate ao fundamentalismo religioso


A partir de 2004 a ABGLT, através do projeto Aliadas, vem desempenhando um papel de articulação no Congresso Nacional referente a projetos de lei que visem à promoção e à defesa dos direitos das pessoas LGBT, e também na consecução de recursos financeiros para viabilizar a execução do Programa Brasil Sem Homofobia, inclusive na área da Cultura. Por meio desta parceria, desde 2005 o Ministério da Cultura vem apoiando as Paradas e outros eventos de celebração do Orgulho LGBT.

Na realização do projeto Aliadas, a ABGLT tem contado com o apoio da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, sendo que neste mesmo período aumentou de 54 para 226 o número de parlamentares integrando a Frente.

Congressos da ABGLT

1º Congresso - Em comemoração do 10º aniversário de sua fundação em Curitiba-PR em 31 de Janeiro de 1995, a ABGLT realizou seu primeiro Congresso, retornando a Curitiba, de 20 a 24 de janeiro de 2005. 120 pessoas participaram do Congresso, incluindo delegados de todo o país, observadores e convidados. No Congresso foram aprovadas as Resoluções da ABGLT.

2º Congresso - Foi realizado de 15 a 18 de novembro de 2006 no Centro de Convenções de Maceió-AL, tendo cerca de 400 participantes de todo o Brasil.

3º Congresso - Será realizado em Belém do Pará de 07 a 11 de dezembro de 2008, com uma previsão de 500 participantes, quando o enfoque deverá ser a definição de formas de colaboração com a implementação do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, o qual será baseado nas resoluções aprovadas na I Conferência Nacional LGBT, realizada em Brasília de 5 a 8 de junho de 2008.

Informações para a imprensa

Toni Reis, presidente da ABGLT: 41 9602 8906; presidencia@abglt.org.br

Colaborador: Ferdinando Martins – (11) 7356 1308